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Instituto Nacional de Políticas Públicas do Álcool e Outras Drogas

Processo: 08/57714-7
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Temático
Vigência: 01 de março de 2009 - 28 de fevereiro de 2014
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Psiquiatria
Convênio/Acordo: CNPq - INCTs
Pesquisador responsável:Ronaldo Laranjeira
Beneficiário:Ronaldo Laranjeira
Instituição-sede: Escola Paulista de Medicina (EPM). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo, SP, Brasil
Auxílios(s) vinculado(s):11/50614-0 - Instituto Nacional de Políticas Públicas do Álcool e Outras Drogas, AP.R
Assunto(s):Telemedicina  Drogas ilícitas  Álcool  Economia da saúde  Políticas públicas 

Resumo

O álcool é um dos principais fatores que contribuem para a piora da saúde mundial. No Brasil, 25% da população brasileira bebe de forma a comprometer a saúde. Violência, gastos elevados em saúde, abstenções no trabalho, diminuição da produtividade, desestruturação familiar, baixo desempenho escolar e acidentes de trânsito associados ao álcool são algumas das consequências desse tipo de consumo. O impacto social e econômico causado pelo consumo abusivo do álcool reforça a sua posição como um dos principais problemas de saúde pública do país. As políticas direcionadas ao controle do consumo de álcool existentes no Brasil são fragmentadas e, portanto, ineficazes. A ampla oferta de bebidas alcoólicas a preços muito acessíveis favorece o acesso universal a essa substância. O Brasil necessita de intervenções mais globais, que modifiquem o ambiente onde o álcool é promovido, vendido e consumido. A intervenção comunitária pode proporcionar isso. A UNIAD (Unidade de Pesquisa em Álcool e Drogas - UNIFESP) participa ativamente do cenário acadêmico, assistencial e político do país nas questões relacionadas às políticas do álcool desde 1994. Vários artigos científicos e livros foram publicados e a internet se transformou numa excelente ferramenta de divulgação de informação especializada. Pesquisas epidemiológicas sobre os padrões de consumo de álcool e os problemas causados por essa substância, pesquisas em Economia da saúde avaliando o impacto social e econômico para subsidiar as tomadas de decisão em políticas públicas e a implementação e avaliação de medidas de intervenção comunitária foram prioridades da UNIAD. Isso foi possibilitado pela existência de uma equipe bem treinada de pesquisadores coordenados pelo Prof. Ronaldo Laranjeira e pela colaboração de vários centros de pesquisa nacionais e internacionais. A assessoria a várias instâncias do governo em políticas relacionadas ao álcool também tem sido um importante papel da nossa instituição. Por outro lado, nossa experiência permitiu a atuação marcante nas atividades de ensino e de capacitação profissional. Essa será a base para a atuação do Instituto Nacional de Políticas Públicas Sobre Álcool e Drogas: por meio de um conjunto de ações integradas e estrategicamente coordenadas esperamos contribuir para a definição das políticas de controle do álcool e outras drogas. A rigorosa quantificação do problema será feita pelo [...] levantamento sobre padrões de consumo de álcool na população brasileira [...] os estudos envolvendo políticas públicas [...], estudo dos efeitos da lei de fechamento de bares na prevenção de problemas relacionados ao álcool: homicídios e violência contra mulher [...]; pesquisa do poder de compra de bebidas alcoólicas por adolescentes e prevalência do beber e dirigir em São Paulo (SP), Belo Horizonte (MG), Vitória (ES), Santos (SP) e Diadema (SP) possibilitarão a avaliação da viabilidade e importância da aplicação de intervenções comunitárias, medidas muito mais custo-efetivo, do que o tratamento em si. A avaliação do impacto econômico do abuso do álcool por meio do estudo: Economia em saúde: o impacto econômico do alcoolismo permitirá subsidiar as tomadas de decisão em termos de políticas públicas voltadas ao álcool. A determinação do perfil de comportamento dos pacientes além das suas necessidades gerais e de tratamento, que será realizada pelo estudo: Avaliação do dependente químico pela perspectiva de seus familiares, será fundamental para a implementação de programas de assistência específicos. A capacitação de profissionais e a formação de massa crítica a respeito do álcool e outras drogas, com o espectro de ação ampliado pela grande abrangência permitida pelo uso da internet, serão prioridades do programa: Telemedicina e dependência química. Por fim, a interface com o poder público e o estímulo ao debate público apoiado em informações científicas de qualidade, levando à mobilização social permitirão o retorno dos benefícios alcançados à sociedade. (AU)

Matéria(s) publicada(s) na Agência FAPESP sobre o auxílio:
Pesquisa aponta que brasileiros estão bebendo com mais frequência 
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