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Avaliacao das respostas inflamatoria e imune de olhos de equinos por meio de proteinograma, prova de aglutinacao microscopica para leptos pira sp no soro, humor aquoso e corpo vitreo, juntamente com histo..

Resumo

A doença endógena inflamatória uveal em eqüinos constitui uma resposta imunopatológia complexa, onde se presume a participação de uma variedade de antígenos. A permeabilidade alterada da barreira sangue-olho pode resultar no aumento de proteínas e de células no humor aquoso, o qual se denomina "quebra na barreira sangue-olho". Quebras na barreira sangue-olho podem ser ensejadas por uveítes, intervenções cirúrgicas e por paracentese. A uveíte recorrente dos eqüinos (URE), também denominada ophthalmia periódica ou "moon blindness", é, na realidade, uma panuveíte com prevalência relatada de até 15% na população eqüina. Constitui-se na causa mais comum de deficiência visual ou cegueira em eqüinos. Porém, a etiologia e patogênese permanecem, ainda, sob investigação. Inúmeras pesquisas apontam para a hipótese de hipersensibilidade a antígenos bacterianos. A maioria dos estudos mostram evidências de infecções por Leptospira sp. em olhos com URE. Paralelamente a uveíte, algumas desordens clínicas em cavalos têm sido atribuídas à leptospirose, incluindo septicemia, hepatopatias e aborto, causando prejuízos aos criadores. A URE vem sendo motivo de muitos estudos, especialmente porque a síndrome da uveíte recorrente em seres humanos mostra várias características clínicas e patológicas semelhantes às que ocorrem em eqüinos, sendo que estudos imunogênicos da URE em eqüinos podem ser perfeitamente extrapolados para humanos. (AU)