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Instituto de Desenvolvimento de Técnicas Analíticas Inovadoras para Exploração de Petróleo e Gás

Processo: 08/57861-0
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Temático
Vigência: 01 de março de 2009 - 30 de junho de 2015
Área do conhecimento:Ciências Exatas e da Terra - Geociências - Geologia
Convênio/Acordo: CNPq - INCTs
Pesquisador responsável:Colombo Celso Gaeta Tassinari
Beneficiário:Colombo Celso Gaeta Tassinari
Instituição-sede: Instituto de Geociências (IGC). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Auxílios(s) vinculado(s):13/09010-9 - O terreno Nico Pérez (Uruguai): um bloco de embasamento exótico do Gondwana Ocidental? Comparação com as microplacas Curitiba e Luiz Alves (Sul do Brasil), AV.EXT
11/00018-1 - Termocronologia em modelação tectonometamórfica e metalogenética, AV.EXT
Bolsa(s) vinculada(s):12/10401-0 - APLICAÇÃO DE ISÓTOPOS DE Pb EM SULFETOS DA MINA DE OURO ENGENHO D'AGUA, QUADRILÁTERO FERRÍFERO (MG): CONTRIBUIÇÃO PARA O MODELO METALOGENÉTICO, BP.IC
10/20380-4 - IMPLANTAÇÃO E DESENVOLVIMENTO DO MÉTODO Lu-Hf EM FOSFATOS, APLICAÇÃO INOVADORA DE MICROANALISES ISOTÓPICAS NA EXPLORAÇÃO DE PETRÓLEO E GÁS., BP.PD
Assunto(s):Geoquímica inorgânica  Geocronologia  Isótopos  Petróleo  Gás natural  Espectrometria de massas 

Resumo

Instituto INDETEC nas últimas duas décadas na área de Ciências da terra, a Geoquímica isotópica e a Geocronologia vêm se destacando pelo aumento de sua aplicabilidade e importância junto a vários segmentos dos setores produtivos e de bem estar social, para além de sua importância nas pesquisas acadêmicas. Na área de exploração de petróleo e gás o desenvolvimento de pesquisas de vanguarda em áreas inovadoras das geociências vem requerendo cada vez maior número de análises isotópicas e cada vez maior precisão dos resultados. Como exemplo, dessas áreas pode citar a evolução de paleoclima e paleogeografia das bacias sedimentares petrolíferas, a caracterização das proveniências dos sedimentos formadores de rochas reservatório de petróleo, as datações de rochas sedimentares e seus produtos pós-deposicional (ex.: diagenéticos) e de óleo, a definição das idades precisas de sedimentação em diversos tipos de bacias e idades de migração do óleo, a caracterização da evolução tectônica e termocronológica das bacias potencialmente petrolíferas e seu embasamento adjacente e a calibração acurada da escala de tempo geológico, entre outras. Esta forte demanda do setor produtivo na área de descoberta de novas reservas de petróleo e gás e na ampliação das reservas existentes será atendida pelos laboratórios especializados de algumas universidades brasileiras. Para unir iniciativas individuais levadas a cabo pelas Universidades de São Paulo (USP), Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), de Brasília (UnB) e a Federal do Pará (UFPA), o Ministério de Minas e Energia, a Petrobras, o Ministério de Ciência e Tecnologia e o Serviço Geológico do Brasil somaram esforços e reuniram-se a partir de 2004, em parceria, para formar a Rede Geochronos - Rede Nacional de Estudos Geocronológicos, Geodinâmicos e Ambientais: um projeto pioneiro e inovador voltado para a datação de processos geológicos e estudos ambientais baseados em traça dores isotópicos. Por outro lado, a partir de 2004, novas descobertas de óleo e gás em condições de águas ultraprofundas e abaixo da camada de sal da margem passiva brasileira (óleo e gás pré-sal), e especial, nas bacias de Santos e Campo, colocaram o Brasil como um dos países de maiores reservas de óleo e gás do mundo. Tal fato colocou o país em frente a desafios enormes no que se refere à exploração e, principalmente, a extração destas riquezas de hidrocarbonetos. Com respeito a isso, os membros da Rede Geochronos vêm desenvolvendo estudos de Geoquímica inorgânica (incluindo isótopos) interagindo diretamente com a indústria de petróleo, principalmente Petrobras. Assim, o fortalecimento da Rede Geochronos com a formação do Instituto Nacional para o Desenvolvimento de Técnicas Analíticas Inovadoras em Geoquímica Inorgânica para Exploração de Petróleo e Gás (INDETEC) possibilitará, em um primeiro momento, o desenvolvimento pleno de técnicas analíticas com os equipamentos de alta tecnologia já adquiridos na formação da Rede Geochronos e outros projetos de apoio científico e tecnológico (ex. FINEP, PADCT, Institutos de Milênios, CTPETRO, ANP e PETROBRAS). E posteriormente, a real integração segmento academia-indústria no que tange as atividades de exploração de óleo e gás. O Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia aqui proposto ficará sediado na Universidade de São Paulo (USP), no campus capital, no Instituto de Geociências e, a partir de fevereiro de 2009, em um prédio próprio, que conterá o laboratório da sonda iônica de alta resolução do tipo SHRIMP lI. A USP criou o primeiro centro de pesquisas em geocronologia no país e possui um grupo de pesquisadores ativos de alto nível. Este centro atuará em forma de rede com pesquisadores das outras universidades, UFRGS, UnB e UFPA, assim como demais laboratórios em formação (denominados como membros associados da Rede Geochronos) e com vários centros de pesquisas de referência mundial. O modelo preliminar de gestão para este instituto prevê que o gerenciamento deverá ser realizado através de um comitê, denominado de Comitê Gestor e Executivo, que terá um poder decisório sobre a evolução do projeto e plano de ação do Instituto, e que também elaboraria as diretrizes das atividades de rotina dos laboratórios associados. Este comitê será constituído pelo coordenador, pelo vice-coordenador do Instituto e um representante da UnB, UFPA, CPRM e PETROBRAS, além de dois pesquisadores (sênior) no tema. Em termos metodológicos os Laboratórios do Instituto Nacional INDETEC irão aprimorar técnicas laboratoriais de geoquímica inorgânica e desenvolverá novas técnicas analíticas inovadoras aplicadas aos estudos de bacias sedimentares e depósitos de óleo e gás, atuando de forma integrada... (AU)