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Papel de CD100 na patogênese da aterosclerose

Processo: 06/58346-6
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de maio de 2007 - 30 de abril de 2009
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Imunologia
Convênio/Acordo: INSERM
Pesquisador responsável:Jorge Elias Kalil Filho
Beneficiário:Jorge Elias Kalil Filho
Pesq. responsável no exterior: Laurence Boumsell
Instituição no exterior: Institut National de la Santé et de la Recherche Médicale (Inserm), França
Instituição-sede: Instituto do Coração Professor Euryclides de Jesus Zerbini (INCOR). Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HCFMUSP). Secretaria da Saúde (São Paulo - Estado). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Aterosclerose 

Resumo

A aterosclerose é uma doença degenerativa crônica dos vasos, com conseqüências clínicas agudas resultantes geralmente da ruptura da placa e trombose, que incluem o infarto de miocárdio e o acidente vascular cerebral. É atualmente reconhecida como de característica inflamatória, possivelmente auto-imune, iniciada e propagada no contexto da hipercolesterolemia. Um trabalho de nosso grupo utilizou técnicas de phage display para comparar placas ateroscleróticas e carótidas normais objetivando a busca de proteínas alteradas potencialmente envolvidas na patogênese da doença. Diversas semaforinas e plexinas (receptores de semaforinas) foram identificadas; dentre elas a plexina B1, que possui alta afinidade por CD100, sugerindo assim uma alta concentração de CD100 na placa aterosclerótica. CD100 é uma semaforina descoberta no sistema imune há pouco mais de uma década e a única até hoje descrita como possuidora de duas formas de funcionalidades distintas, sendo uma de membrana (mCD 100) e outra solúvel (sCD 100). É uma molécula expressa em plaquetas e linfócitos T e B, especialmente quando ativados. No entanto, nas placas ateroscleróticas analisadas, há uma forte sugestão de que CD 100 está sendo expressa por macrófagos modificados ("foam cells"). Atualmente, não existem estudos que relatem a presença ou possível atividade biológica de CD100 tanto na aterosclerose quanto em macrófagos. Devido às já estabelecidas ações no sistema imune, e à análise dos fenótipos de camundongos deficientes em CD100, acreditamos que a expressão diferencial dessa semaforina desempenha um papel amplificador na patogênese da aterosclerose. Posteriormente, essa proteína poderá servir como alvo de inibição da progressão da doença e de suas complicações. (AU)