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Ativacao plaquetaria na sindrome da plaqueta viscosa: envolvimento de proteinas fosforiladas em tirosina.

Resumo

As plaquetas têm um papel crítico em diversas desordens patológicas e hemostáticas dadas as suas funções biológicas, que incluem a formação de um trombo no interior do vaso. A ocorrência desse evento dá inicio a processos de doenças múltiplas incluindo-se infarto do miocárdio, trombose vascular cerebral e venosa. Pacientes diagnosticados com a síndrome da plaqueta viscosa (SPV) apresentam, na sua maioria, episódios recorrentes de trombose decorrente da hiperatividade plaquetária. A ativação de plaquetas ocorre quando um agonista interage com um receptor específico na superfície plaquetária desencadeando uma série de mudanças morfológicas e bioquímicas que são reguladas por vias de sinalização, entre elas, a fosforilação/defosforilação de múltiplas proteínas. Observamos nesses pacientes que a hiperagregação plaquetária está relacionada à ausência de fosforilação em tirosina da proteína de peso molecular aparente 100-75 kDa e a presença de uma proteína fosforilada de 50-75 kDa em plaquetas estimuladas com trombina, quando comparadas às plaquetas normais. A nossa hipótese é de que a fosforilação/defosforilação de proteínas específicas pode ser a via de sinalização que regula a hiperagregação plaquetária observada em pacientes com a SPV. Nosso objetivo é investigar os mecanismos de sinalização envolvidos na ativação dessas "plaquetas viscosas" através da avaliação diferencial de proteínas fosforiladas em tirosina e sua identificação utilizando metodologias moleculares e bioquímicas associadas à eletroforese bidimensional e espectrometria de massa. A identificação dessas proteínas nos dará informações sobre as vias de sinalização e os mecanismos de ativação e agregação plaquetária relacionados às doenças trombóticas. (AU)