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Avaliação de gestantes adolescentes e sua prole - um estudo de seguimento saúde materno-infantil

Processo: 06/04847-4
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de agosto de 2007 - 31 de julho de 2009
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Saúde Materno-infantil
Pesquisador responsável:Marcos Tomanik Mercadante
Beneficiário:Marcos Tomanik Mercadante
Instituição-sede: Departamento de Psiquiatria. Escola Paulista de Medicina (EPM). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Psiquiatria 

Resumo

Introdução: A gestação na adolescência é um problema grave e com importantes repercussões, principalmente nos países em desenvolvimento. No Brasil, os partos de mães adolescentes representam um quarto de todos os realizados no país, e são a primeira causa de internação hospitalar entre meninas de 10 a 19 anos de idade (Freitas e Botega, 2002). Em um estudo na Zona Norte da cidade de São Paulo, avaliando 1.000 parturientes adolescentes quanto à presença de transtornos psiquiátricos e uso de drogas (Mitsuhiro et al., 2006), a prevalência de transtornos mentais encontrada foi de 27%. A literatura é escassa no que diz respeito ao seguimento das mães adolescentes e de sua prole, do ponto de vista de saúde mental.Objetivos: Avaliar, do ponto de vista psiquiátrico, mães que tinham entre 11 e 19 anos na época em que tiveram bebês, e seus filhos, atualmente com cinco anos de idade.Métodos: Amostragem: A amostra será obtida a partir dos sujeitos estudados no projeto temático “Uso de drogas por gestantes adolescentes” – FAPESP 00/10293-5, realizado nos anos de 2001 e 2002 no Hospital Maternidade Mário de Moraes Altenfelder Silva, no distrito de Cachoeirinha, zona norte de São Paulo. Na época, foram avaliadas 1.000 gestantes adolescentes, amostradas por conveniência. Para o presente estudo, serão escolhidas aleatoriamente 120 mães, distribuídas em três grupos:•40 mães com documentação de uso de drogas, com ou sem outro diagnóstico psiquiátrico na época do parto;•40 mães com diagnóstico psiquiátrico positivo na época do parto, sem história ou documentação de uso de drogas naquele momento;•40 mães sem diagnóstico psiquiátrico e sem história ou documentação de uso de drogas na época do parto.As mães serão contatadas por um membro da equipe de pesquisa e convidadas a participar do estudo. Caso concordem, serão avaliadas, juntamente com o filho que fez parte do estudo original, no Hospital Maternidade Mário de Moraes Altenfelder Silva.Variáveis de desfecho: •questionário de variáveis sócio-demográficas, incluindo o Critério de Classificação Econômica Brasil, da Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa;•Composite International Diagnostic Interview (CIDI) da mãe;Kit para detecção de metabólitos de maconha e cocaína na urina;•WHOQOL-BREF para avaliação de qualidade de vida; •Life Experiences Survey (LES) para avaliação de eventos que possam ter ocorrido após o nascimento do bebê;•Strengths and Difficulties Questionnaire (SDQ); •Schedule for Affective Disorders and Schizophrenia for School-age Children – Present and Lifetime Version (K-SADS-PL) da criança;•Wechsler Preschool and Primary Scale of Intelligence – Revised (WWPSI-R) para avaliação neuro-cognitiva da criança. Considerações éticas: O projeto será submetido à apreciação dos Comitês de Ética em Pesquisa da UNIFESP/EPM e do Hospital Maternidade Mário de Moraes Altenfelder Silva. Consentimento informado por escrito será solicitado à mãe para sua avaliação e a da criança. Para as crianças será requisitado consentimento verbal. As mães e crianças que forem identificadas como portadoras de transtornos psiquiátricos ou vítimas de algum tipo de violência serão encaminhadas para avaliação clínica e tratamento na rede pública de saúde. (AU)