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Avaliação da qualidade do ar em unidades de terapia intensiva e suas correlações com o ambiente externo e a saúde dos trabalhadores

Processo: 06/05829-0
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de novembro de 2007 - 31 de outubro de 2008
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina
Pesquisador responsável:Alfésio Luís Ferreira Braga
Beneficiário:Alfésio Luís Ferreira Braga
Instituição-sede: Faculdade de Medicina (FM). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Saúde do trabalhador  Qualidade do ar  Poluentes do ar  Hospitais  Unidades de terapia intensiva 

Resumo

A qualidade do ar em ambientes fechados e seus efeitos à saúde tem sido motivo de pesquisa mundial. Na década de 70, com a escassez do petróleo e a crise energética, a qualidade do ar em interiores não industriais como casas, escolas, edifícios públicos, veículos e outros espaços fechados, foi sendo deteriorada. Com a necessidade de se desenvolver edifícios com maior eficiência no controle de energia, estes foram construídos com maior vedação térmica, surgindo os chamados prédios prédios selados. Houve também um grande aumento na diversidade de produtos para forração que continham substâncias químicas passíveis de serem dispersas no ar de interiores, falhas de conceitos racionais de ocupação com alta densidade de pessoas e uso de máquinas geradoras de poluentes (ex. máquinas copiadoras, impressoras a laser, computadores). Surge o termo Síndrome dos Edifícios Doentes (Sick Building Syndrome – SBS), descrito como uma situação em que são relatados sinais e sintomas comuns em um grupo de ocupantes de um mesmo edifício. Em ambientes interiores de hospitais houve um aumento de materiais sintéticos em sua construção e seus suprimentos. Além disso, várias substâncias químicas são utilizadas como desinfetantes e/ ou esterilizantes, saneantes, agentes anestésicos e medicamentos como quimioterápicos, hormônios e drogas aerossolizadas. O ambiente em locais de assistência à saúde é uma complexa mistura de agentes químicos que circulam no ar e são reciclados. Este estudo tem por objetivo avaliar as concentrações de poluentes dentro e fora das Unidades de Terapia Intensiva (UTI) em hospitais públicos e privados na cidade de São Paulo e a saúde dos funcionários dessas unidades. Este é um estudo transversal que será realizado em 08 unidades de terapia intensiva. Será aplicado um questionário de saúde dos trabalhadores destas unidades e serão realizadas medidas das concentrações de PM2,5 e NO2, dentro e fora das unidades, durante cinco dias. Serão calculadas as prevalências de sintomas ou doenças em cada uma das unidades avaliadas e as razões de prevalência com os respectivos intervalos de confiança de 95%. Para a análise das informações de saúde será utilizado o teste do qui-quadrado para se verificar associações entre as condições meteorológicas e de concentrações de poluentes dentro das UTIs e as variáveis do questionário. O nível de significância adotado nas análises será de 5%. Espera-se que este estudo possa avaliar as condições de saúde dos trabalhadores das UTIs e fatores de risco que possam comprometê-las. Além disso, pretende-se verificar a qualidade do ar interior e seu isolamento em relação ao ar ambiente externo, podendo gerar subsídios que orientem a construção e a instalação de equipamentos adequados para a manutenção da qualidade do ar nesses ambientes de trabalho. (AU)