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Contribuição para elucidação diagnóstica na leishmaniose visceral canina como ferramenta para vigilância epidemiológica e controle desta zoonose

Processo: 06/06565-6
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de junho de 2007 - 31 de maio de 2009
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Medicina Veterinária - Medicina Veterinária Preventiva
Pesquisador responsável:Helio Langoni
Beneficiário:Helio Langoni
Instituição-sede: Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Botucatu. Botucatu , SP, Brasil
Assunto(s):Epidemiologia veterinária  Zoonoses  Leishmaniose visceral animal  Imunofluorescência em animal  ELISA em animal  Reação em cadeia por polimerase (PCR)  Cães 

Resumo

A leishmaniose visceral (LV) é uma enfermidade infecciosa de caráter zoonótico de distribuição mundial que tem como agentes etiológicos protozoários do gênero Leishmania sp do complexo L. donovani. Nas duas últimas décadas, no Brasil, o calazar vem aumentando em número de casos e distribuição geográfica sendo transferida do meio rural para o urbano. As medidas atuais de controle da LV envolvem fundamentalmente o tratamento de casos humanos, borrifação de casas e peridomicílios com inseticidas de ação residual, e identificação e eliminação de cães sorologicamente positivos. No entanto, a maior dificuldade encontrada relaciona-se com o diagnóstico da LV canina, já que os métodos utilizados para o seu controle são baseados na pesquisa de anticorpos, que apresentam algumas limitações. Desta maneira, torna-se necessário a pesquisa, e comparação de métodos diagnósticos alternativos que incrementem a sensibilidade e especificidade, para orientar melhor a decisão, e o destino final de cães positivos, que são importantes reservatórios da infecção e extremamente importantes do ponto de vista de saúde pública, por permitirem a disseminação da doença em determinado nicho ecológico. Desta forma, o presente estudo pretende comparar os resultados dos exames sorológicos pela reação de imunofluorescência indireta (RIFI) e ELISA, exame citológico corado ao Giemsa a partir de punção aspirativa de linfonodos, bem como pela técnica de reação em cadeia pela polimerase (PCR) para pesquisa de DNA parasitário. Os materiais serão coletados de 100 animais sorologicamente positivos, imediatamente após à eutanásia, procedida no Centro de Controle de Zoonoses da cidade de Bauru, onde a leishmaniose visceral canina (LVC) é endêmica, e de 100 animais provenientes do ambulatório de pequenos animais do Hospital Veterinário da FMVZ-Unesp Botucatu-SP, com suspeita de outras enfermidades. (AU)