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Revisão de gêneros Omphale e Perditorulus (Hymenoptera: Eulophidae) da Mata Atlântica

Processo: 06/06730-7
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de abril de 2007 - 31 de março de 2009
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Zoologia - Taxonomia dos Grupos Recentes
Pesquisador responsável:Valmir Antonio Costa
Beneficiário:Valmir Antonio Costa
Instituição-sede: Instituto Biológico (IB). Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA). Secretaria de Agricultura e Abastecimento (São Paulo - Estado). Campinas , SP, Brasil
Assunto(s):Insetos  Chalcidoidea  Hymenoptera  Biodiversidade  Mata Atlântica 

Resumo

A Mata Atlântica é considerada um hotspot pela Conservation International. O que restou, menos de 9 % da mata original, é altamente ameaçada pela pressão humana e se constitui num tesouro de valor imensurável, com uma elevadíssima biodiversidade. A família Eulophidae é a maior dentre os Chalcidoidea, com 297 gêneros e cerca de 4470 espécies no mundo. Destes totais, estão registrados respectivamente 121 e 1047 para a Região Neotropical e 64 e 149 para o Brasil. Assim, o Brasil tem registrado apenas cerca de metade dos gêneros e menos de 15 % das espécies da Região Neotropical. Para aumentar a base de conhecimento da biodiversidade brasileira, este projeto tem por objetivo revisar as espécies dos gêneros Omphale e Perditorulus (Chalcidoidea: Eulophidae) que ocorrem na Mata Atlântica, complementando o projeto Biota-FAPESP Biodiversidade de Isoptera e Hymenoptera, coordenado pelo Dr. Carlos Roberto F. Brandão (Museu de Zoologia-USP). A fauna das Américas do Norte e Central destes dois gêneros, principalmente da Costa Rica, foi revisada recentemente, assim há literatura disponível, mas o grupo nunca foi tratado na América do Sul. Na Costa Rica, existem 129 espécies de Omphale e 67 de Perditorulus e a fauna do Brasil deve ser pelo menos tão rica quanto a desse país. Material pertencente a estes dois gêneros foi ricamente coletado pela equipe do referido projeto entre 2000 e 2002, através de armadilhas de Malaise e de Moericke e de redes de varredura na vegetação em áreas da Mata Atlântica. Acredita-se que a representatividade do material coletado seja muito boa, pois as coletas foram feitas em 18 localidades ao longo da área de ocorrência da Mata, a saber: São Bento do Sul e São Francisco do Sul (SC), Pau-Oco (PR), Boracéia, Juréia, Ribeirão Grande e Ubatuba (SP), Nova Iguaçu e Santa Maria Madalena (RJ), Santa Lúcia e Sooretama (ES), Porto Seguro, Ilhéus e Sapiranga (BA), Crasto (SE), Quebrângulo (AL), Recife (PE) e João Pessoa (PB). Como o material já está coletado e preservado, o primeiro passo será a separação dos Entedoninae com clípeo delimitado e, dentre estes, aqueles pertencentes aos gêneros Omphale e Perditorulus. A taxonomia deste grupo é feita principalmente com base na genitália dos machos. Caso se faça necessário, será providenciada a descrição das espécies novas de ambos os gêneros. Ao final do projeto, será elaborada uma chave para permitir o reconhecimento das espécies de Omphale e Perditorulus que ocorrem na Mata Atlântica. Este projeto representa uma excelente oportunidade de aperfeiçoamento de taxonomistas brasileiros pela integração com o maior especialista em Eulophidae neotropicais da atualidade, o Dr. Christer Hansson, da Lund University, Suécia, que inclusive publicou uma revisão do grupo em 2004, a partir de material da Costa Rica. A experiência adquirida poderá ser útil para trabalhos de taxonomia de himenópteros parasitóides de pragas agrícolas pertencentes não só à família em questão, mas a outros grupos também. (AU)

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