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Densidade de mineral óssea de aves de interesse zootécnico Gallus gallus (frangos de corte) e Struthio camelus (avestruzes)

Resumo

Serão conduzidos dois experimentos, visando elucidar questões levantadas durante o primeiro ano de Pós-Doutoramento, quando foi estabelecida a densidade mineral óssea (DMO) da região da cabeça do fêmur de frangos de corte com e sem lesão por degeneração femoral e a DMO de tíbias e fêmures de avestruzes em idade de abate. Desta forma, este projeto é uma continuação da linha de pesquisa que vem sendo desenvolvida na FMVZ/UNESP. Para isso o primeiro experimento (EXPERIMENTO I) será conduzido nas instalações experimentais da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da UNESP, campus de Botucatu. Serão utilizados 305 pintos de um dia, machos, da linhagem Cobb, distribuídos em seis boxes de 5m² cada, com densidade populacional de 10 aves por metro quadrado. As aves serão submetidas a dois tratamentos, constituídos por rações com níveis normais de energia e proteína e rações com níveis elevados destes nutrientes. O delineamento experimental adotado será o inteiramente casualizado, com dois tratamentos de três repetições cada, sendo que as aves receberão as rações com densidade nutricional normal ou elevada a partir do primeiro dia idade. Este experimento terá objetivo de acompanhar o desenvolvimento da região da cabeça do fêmur, para isso serão realizadas análises de cortes histológicos desta região, os quais serão coletados aos 0, 7, 14, 21, 28, 35 e 42 dias de idade. Aos 42 dias de idade 60 aves (30 de cada tratamento) serão levadas ao Hospital Veterinário da FMVZ, onde serão radiografadas, ainda vivas, para análise da integridade da cabeça do fêmur e análise de densidade mineral óssea. Posteriormente estas aves serão abatidas e delas retiradas as pernas para avaliação macroscópica desta região (articulação femoral). Assim, serão escolhidas três pernas por tratamento, dentro de cada escore de lesão por degeneração femoral, para que sejam examinadas em um tomógrafo computadorizado, para avaliação da estrutura óssea na região de cabeça do fêmur. Após esta análise as peças ósseas serão submetidas à análise histológica. Desta forma será possível avaliar o desenvolvimento das lesões, por meio de diferentes técnicas, associando os resultados e obtendo informações que não se encontram disponíveis na literatura.No segundo experimento (EXPERIMENTO II), serão realizadas análises de densidade mineral óssea em tíbias e fêmures de avestruzes reprodutores. Serão utilizados seis casais de avestruzes, da raça African Black, com idade variando entre cinco e sete anos. As aves serão submetidas a dois tratamentos sendo eles: ração com nível adequado de cálcio (ração de reprodução) e ração com nível baixo de cálcio (ração de manutenção). Para isso, as aves serão distribuídas ao acaso em piquetes para casais, sendo que na primeira fase do experimento, que terá duração de seis semanas, todas as aves receberão ração de manutenção. Após este período três fêmeas serão sacrificadas para a avaliação da qualidade óssea das tíbias e fêmures. As demais aves serão então alimentadas com ração de reprodução. Haverá uma pausa de uma semana na coleta dos ovos, para adaptação à nova dieta e após sete semanas, as fêmeas serão sacrificadas para a avaliação da qualidade óssea das tíbias e fêmures. Os ovos serão coletados durante a primeira e segunda fase do experimento, que terá duração total de 15 semanas. As características de qualidade óssea avaliadas serão densidade mineral óssea, resistência óssea, índice Seedor, matéria seca, teor de minerais totais e teor de cálcio e fósforo. As características de qualidade dos ovos avaliadas serão, peso dos ovos, porcentagem de casca e teor de cálcio e fósforo na casca dos ovos. Desta forma será possível avaliar qual a contribuição do cálcio e fósforo provenientes da dieta e qual a contribuição destes elementos provenientes dos ossos para a formação da casca dos ovos, em avestruzes. Os machos serão mantidos junto às fêmeas, apenas para estimular a postura (“efeito macho”). (AU)