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Tolerância a endotoxina no periodonto de ratos

Resumo

Febre, por definição, é um aumento regulado da Tc, que ocorre em resposta a agentes inflamatórios ou infecciosos sendo mediada por uma série de fatores endógenos chamados pirógenos endógenos. A atenuação da resposta febril produzida pela administração repetida de endotoxina (LPS), componente da membrana externa de bactérias gram-negativas, em curtos intervalos de tempo é um fenômeno denominado tolerância ao LPS. A tolerância sistêmica ao LPS já foi descrita e comprovada, porém a possível tolerância local, em especial tolerância por LPS presente na cavidade bucal nunca foi estudada. Estudos no nosso laboratório têm apontado, ainda, que o NO está envolvido na tolerância à febre induzida por LPS em ratos, no entanto, pouco se sabe a respeito das isoformas envolvidas nesta resposta. Além disso, não existem estudos a respeito da tolerância ao LPS administrado no periodonto. Com isto, o presente projeto visa estudar a tolerância ao LPS no periodonto e ampliar os conhecimentos a respeito do papel do NO neste mecanismo, identificando a isoforma da óxido nítrico sintase (NOS) envolvida na tolerância local ao LPS. Para tanto, serão realizadas medidas de Tc em ratos injetados com LPS no periodonto, bem como em ratos submetidos ao tratamento farmacológico com L-NMMA (bloqueador inespecífico da NOS) ou STMC (bloqueador da isoforma neuronial) ou aminoguanidina (bloqueador da isoforma indizível). Em um outro grupo experimental, através de imunohistoquímica a expressão de fos (no núcleo trigeminal e na área pré-óptica do hipotálamo) será quantificada nos três dias consecutivos 3 horas após administração de LPS no periodonto. (AU)