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Parkinson experimental: consequências na neurotransmissão estriatal, glicina e inflamação

Processo: 07/01066-4
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de junho de 2008 - 31 de dezembro de 2010
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Farmacologia - Neuropsicofarmacologia
Pesquisador responsável:Lanfranco Ranieri Paolo Troncone
Beneficiário:Lanfranco Ranieri Paolo Troncone
Instituição-sede: Instituto Butantan. Secretaria da Saúde (São Paulo - Estado). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Neurofisiologia  Dopamina  Corpo estriado  Transmissão sináptica  Doença de Parkinson 

Resumo

ResumoNeste projeto serão feitas três abordagens sobre o tema do mal de Parkinson. O estudo central envolve uma avaliação sistemática das alterações adaptativas na liberação de neurotransmissores estriatais que decorrem da lesão dopaminérgica induzida por 6-OH-Dopamina em ratos. O segundo estudo visa esclarecer a origem da glicina que tem papel estimulador importante na liberação de acetilcolina estriatal e pode representar um novo alvo para intervenção terapêutica, conforme nosso estudo preliminar. O terceiro estudo aqui proposto aborda os fatores inflamatórios e imunes que predispõem ao Parkinson idiopático investigando a susceptibilidade de linhagens de camundongos bons e maus respondedores a agentes indutores de Parkinson experimental como a 6-OH-Dopamina, MPTP e rotenona. Os materiais aqui solicitados trarão maior produtividade e confiabilidade ao método de liberação de transmissores por superfusão implantado neste laboratório, assim como estabelecer um laboratório de cirurgia estereotáxica em roedores. Em conjunto, o laboratório se capacitará para desenvolver uma linha de pesquisa em Parkinson, com maior impacto e relevância para o estudo específico desta moléstia neurodegenerativa ainda sem cura.JustificativaA investigação da liberação de neurotransmissores no Laboratório de Farmacologia do Instituto Butantan foi instalada por nossa iniciativa em 1988, por meio de um auxílio à pesquisa FAPESP. Desde então este laboratório vem aplicando com sucesso este método para investigar a fisiologia da neurotransmissão estriatal e de outras estruturas cerebrais assim como para estudar a atividade farmacológica de toxinas e venenos. Temos estudado principalmente a liberação de dopamina, acetilcolina e glutamato por tecido estriatal e estamos iniciando estudos sobre a liberação de glicina. Neste sentido desejamos aproveitar a experiência acumulada no emprego deste método para atacar um problema experimental com fortes repercussões em saúde humana e terapêutica que é o estudo das alterações da neurotransmissão estriatal no mal de Parkinson. Para tal, implantaremos por meio do auxílio aqui pleiteado, um laboratório dedicado ao estudo de modelos experimentais consagrados do mal de Parkinson. Tendo em vista as características desta doença de etiologia ainda obscura, vamos avaliar a repercussão da perda de neurônios dopaminérgicos da substância negra sobre a neurotransmissão estriatal colinérgica, glutamatérgica, GABAérgica e glicinérgica tomando como ponto de partida o conhecimento acumulado em dois projetos FAPESP que antecederam este. Quando iniciamos os trabalhos deste laboratório a importação de equipamentos era mais difícil e os recursos sempre escassos, tinham que ser gastos com extremo critério. Isso nos levou a desenvolver nossos próprios equipamentos e inventar soluções para melhorar a produtividade e geração de resultados nesta metodologia que é relativamente trabalhosa. Foi assim que desenvolvemos um rudimentar coletor de frações para dez canais de superfusão feito com madeira, barbante e pregos, e conseguimos ampliar modestamente nossa produtividade. No entanto, como toda solução rudimentar, esta também atende apenas parcialmente às nossas necessidades. A principal falha pode ser notada na grande dependência da intervenção manual e a falta de flexibilidade no desenho de protocolos experimentais, gerando uma imprecisão indesejável na execução de nossos protocolos com conseqüente desperdício de materiais caros e de tempo, além de aumentar os riscos envolvidos no emprego de materiais radioativos. Assim, este projeto depende da automação do processo por nós empregado há 18 anos. Com esta automação estamos certos de poder dar um passo importante no sentido de redirecionar a linha de pesquisa para aumentar o impacto e relevância dos estudos aqui desenvolvidos. (AU)

Publicações científicas
(Referências obtidas automaticamente do Web of Science e do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores)
HERNANDES, MARINA SORRENTINO; TRONCONE, LANFRANCO R. P. Glycine as a neurotransmitter in the forebrain: a short review. JOURNAL OF NEURAL TRANSMISSION, v. 116, n. 12, p. 1551-1560, DEC 2009. Citações Web of Science: 31.

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