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Consolidação óssea: efeitos do ultra som pulsado de baixa intensidade e do laser terapêutico de baixa potência em defeitos ósseos induzidos

Processo: 07/01150-5
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de setembro de 2007 - 31 de agosto de 2009
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Fisioterapia e Terapia Ocupacional
Pesquisador responsável:Ana Claudia Muniz Renno
Beneficiário:Ana Claudia Muniz Renno
Instituição-sede: Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus Baixada Santista. Santos , SP, Brasil
Assunto(s):Terapia a laser de baixa intensidade  Defeitos ósseos  Fraturas não consolidadas  Osteoblastos  Osteogênese  Reação em cadeia por polimerase (PCR) 

Resumo

Fraturas de difícil consolidação e fraturas com não-união óssea são comumente encontradas na prática médica e estão associadas a altos índices de morbidade e mortalidade. Dentro deste contexto, recursos biofísicos e bioquímicos têm sido estudados na tentativa de minimizar o tempo de consolidação óssea. Dentre estes, podem ser destacados o uso do ultra-som pulsado de baixa intensidade (US) e do laser terapêutico de baixa potência (LLLT). Vários estudos sugerem que ambos os recursos são capazes de estimular a proliferação de osteoblastos e a osteogênese no local da fratura, promovendo uma maior deposição de massa óssea e acelerando o processo de consolidação. No entanto, apesar de existir uma série de evidências radiográficas e biomecânicas da efetividade do US e do LLLT no processo de regeneração óssea, os mecanismos celulares e moleculares envolvidos nestes eventos são amplamente desconhecidos. Com isso, este projeto tem o objetivo de analisar os efeitos do US e do LLLT na síntese de genes relacionadas à formação óssea durante o processo de consolidação, bem como, avaliar o calo ósseo, através de uma análise histológica qualitativa e quantitativa, em defeitos ósseos induzidos em tíbias de ratos. Este trabalho irá utilizar ratos machos da linhagem Wistar, com três meses de idade (peso corporal médio de 250-300), que serão submetidos a cirurgia para a confecção de defeitos ósseos em ambas as tíbias, com exceção dos animais pertencentes ao grupo controle intacto. O defeito ósseo será induzido através de uma broca odontológica. Os animais serão divididos nos seguinte grupos: grupo controle intacto, grupo controle defeito ósseo, grupo defeito ósseo tratado com US e grupo defeito ósseo tratado com LLLT. Todos os grupos serão divididos em 3 subgrupos, compostos por 10 animais cada. Assim serão formados os subgrupos A (constituído por animais que serão submetidos a 3 sessões de tratamento), B (constituído por animais que serão submetidos a 6 sessões de tratamento) e C (constituído por animais que serão submetidos a 12 sessões de tratamento). Cabe ressaltar que, os animais do grupo controle intacto também serão sacrificados nos mesmos intervalos de tempo dos grupos tratados. Os protocolos de tratamento, com US e com LLLT, terão inicio 24 horas após o procedimento cirúrgico e serão realizados a cada 48 horas. A ortotanásia dos animais acontecerá 24 horas após a realização da última sessão de tratamento. Após a ortotanásia, ambas as tíbias serão retiradas e submetidas aos protocolos de análises. A análise gênica será realizada utilizando a técnica de PCR em tempo Real (Real Time-PCR), através da qual será avaliada a síntese de genes relacionados a formação óssea. A morfologia do calo ósseo será avaliada através de análises de laminas histológicas. Com a realização deste projeto, espera-se o desenvolvimento de tecnologias inovadoras e eficazes para o tratamento de fraturas ósseas, e que apresentem um baixo custo, gerando com isso, benefícios sociais e econômicos. (AU)