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Relações Brasil-Venezuela: implicações para a política externa e para integração regional

Processo: 07/02460-8
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de julho de 2007 - 31 de agosto de 2009
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Ciência Política - Política Internacional
Pesquisador responsável:Paulo César Souza Manduca
Beneficiário:Paulo César Souza Manduca
Instituição-sede: Núcleo de Estudos Estratégicos (NEE). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Assunto(s):Política externa  Relações diplomáticas  Brasil  Venezuela 

Resumo

Esse Projeto de Pesquisa versa sobre aspectos e consequências das ações e das relações de dois dos principais países da América do Sul. A importância do Brasil já é reconhecida em função de sua extensão territorial, do fato de ser a maior economia e população do subcontinente, enquanto a Venezuela alcançou um novo status principalmente em função do renascimento da diplomacia do petróleo que, por sua vez, só foi possível com a valorização dessa commoditie no mercado internacional. As relações bilaterais praticamente nasceram com os acordos de La Guzmania, em 1994, e experimentaram um crescente até os dias atuais. Os seus efeitos são observados na dinâmica da fronteira (e nas questões subjacentes a elas tais como terras indígenas, garimpos e meio ambiente) e no processo de integração regional. O aumento do intercâmbio econômico, a atuação coordenada no âmbito da OEA e do G20, o incremento da dinâmica de fronteira e a adesão da Venezuela ao Mercosul são aspectos desse processo. As relações Brasil-Venezuela atualmente são extremamente complexas. A Venezuela significa ao mesmo tempo um aliado e um concorrente. Tanto representa benefícios quanto trás constrangimentos políticos em relação aos vizinhos e em relação à opinião pública interna. Mas é no campo da segurança regional que a Venezuela aparece como um complicador para os interesses brasileiros. Neste setor, o protagonismo do governo venezuelano, sua atuação reativa ao Plano Colômbia, seu programa de reaparelhamento da Forças Armadas e a adoção de uma nova doutrina militar projetam um cenário potencialmente complicado para a região. Neste campo, enquanto o Brasil persegue a estabilização da região, a Venezuela se caracteriza justamente por promover o oposto. O estudo das relações Brasil-Venezuela se justifica pela enorme importância e pelo significado complexo que um país representa para o outro e os dois juntos representam para a região. Ao mesmo tempo em que se percebe uma produção científica desproporcional à importância do tema, verifica-se o tratamento superficial que a imprensa tem dado a ele decorrente da forma caricaturizada com a qual trata o presidente venezuelano e os temas regionais de segurança. (AU)