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Posição no relevo, características do forófito e distribuição de lianas em uma floresta estacional semidecídua

Processo: 07/05598-0
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de setembro de 2008 - 28 de fevereiro de 2011
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Ecologia - Ecologia de Ecossistemas
Pesquisador responsável:Fernando Roberto Martins
Beneficiário:Fernando Roberto Martins
Instituição-sede: Instituto de Biologia (IB). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Assunto(s):Lianas  Florestas 

Resumo

Lianas possuem papel-chave na manutenção da diversidade de espécies e de processos em ecossistemas, principalmente nas regiões tropicais, mas ainda não se conhece o papel de variáveis bióticas e abióticas na estruturação de suas comunidades. Este projeto propõe investigar a importância relativa da limitação por dispersão (similaridade florística em função da distância geográfica), da limitação ambiental (posição na vertente, índice de iluminação de copa, disponibilidade de nutrientes e umidade do solo) e da dinâmica interna (caracteres morfológicos do forófito e tipo de ecounidade do mosaico silvático) para a estrutura de uma comunidade de lianas. Amostraremos 80 pontos-quadrantes em cada um de dois sítios na Mata Ribeirão Cachoeira, um fragmento de Floresta Estacional Semidecídua no município de Campinas, estado de São Paulo. Em cada ponto-quadrante classificaremos a ecounidade florestal em: degradação (ocupada por árvores do passado), reorganização (clareira), construção (ocupada por árvores do futuro) ou biostasia (ocupada por árvores do presente). Registraremos a posição de cada ponto-quadrante no relevo em relação ao ribeirão Cachoeira (nível zero) com uma mangueira de nível. Classificaremos os forófitos quanto ao índice de iluminação da copa. Para a análise química do solo faremos 50 coletas de solo superficial (0-20 cm) com cerca de 500 mL cada uma, a espaços regulares dentro de cada sítio amostral. Amostraremos dois tamanhos (DAP igual ou maior que 5 cm e DAP igual ou maior que 10 cm) de árvore, e de cada uma mediremos o DAP com uma fita métrica e a altura total e a altura do ramo mais baixo com uma vara graduada. Amostraremos as lianas com DAP igual ou maior que 1 cm que estejam escalando as árvores marcadas. Aplicaremos análises estatísticas, especialmente análises multivariadas, para verificar quais fatores influenciam mais fortemente a distribuição das espécies de lianas. (AU)