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Mecanismo de sinalização intracelular associado ao receptor de Angiotensina II (AngII) em tecido de serpentes da família Viperidae: análise da participação de cálcio e de quinases Nesse processo

Processo: 07/50138-8
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de novembro de 2007 - 31 de outubro de 2009
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Fisiologia - Fisiologia Comparada
Pesquisador responsável:Maria Cristina Breno
Beneficiário:Maria Cristina Breno
Instituição-sede: Instituto Butantan. Secretaria da Saúde (São Paulo - Estado). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Reatividade cardiovascular  Peptídeos e proteínas de sinalização intracelular 

Resumo

Embora a AngII tenha estrutura similar e funcionalmente esteja envolvida com o sistema cardiovascular em mamífero e serpente, o receptor da jararaca e da cascavel foi caracterizado por nós como atípico, isto é não AT1 ou AT2. Esse receptor no entanto, como nos mamíferos, preserva na estrutura pontes de dissulfeto importantes para o desempenho da função biológica para ambos os grupos de vertebrados. Vias de sinalização intracelulares relacionadas à fosfolipase C e à enzima adenililciclase, associadas aos receptores de AngII, não são utilizadas pelo receptor cardíaco da jararaca, apesar da presença daquela enzima no coração. As serpentes são exemplo de sucesso evolutivo por sobreviverem em nichos extremamente diversos, e adaptar-se à variada influência gravitacional. Adequações de órgãos e sistemas envolvidos com a função cardiovascular são fundamentais para minimizar distúrbios circulatórios a animal de morfologia tão alongada. O estudo do sistema renina-angiotensina em serpentes brasileiras indica presença e função preservada ligada à fisiologia cardiovascular, porém com peculiaridades relativas ao receptor. Para entender a dinâmica funcional desse receptor, cuja descrição é pioneira para répteis, e estabelecer possíveis correlações com receptores de AngII de outros vertebrados, é importante investigar em continuidade outras vias de sinal intracelular para o receptor atípico de AngII dessas serpentes. Obter dados sobre cálcio e quinases são fundamentais como suporte para entender a funcionalidade desse receptor, bem como traçar inter-relações com os demais receptores de AngII: AT1, AT2 e atípico (presente em roedor, ave e anfíbio). A heterogeneidade dos receptores de AngII nos vertebrados, somada à divergências quanto ao seu sinal intracelular dos atípicos, podem estar apontando para aspectos evolutivos do mesmo, o qual é peça chave de um sistema endógeno que co-evoluiu com os vertebrados. (AU)

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