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Diversidade de hábitos alimentares no Brasil: uma abordagem isotópica

Processo: 07/51342-8
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de julho de 2007 - 31 de dezembro de 2009
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Nutrição - Análise Nutricional de População
Pesquisador responsável:Luiz Antonio Martinelli
Beneficiário:Luiz Antonio Martinelli
Instituição-sede: Centro de Energia Nuclear na Agricultura (CENA). Universidade de São Paulo (USP). Piracicaba, SP, Brasil
Bolsa(s) vinculada(s):08/10152-4 - Diversidade de hábitos alimentares no Brasil - uma abordagem isotópica, BP.TT
Assunto(s):Hábitos alimentares  Nutrição humana  Isótopos estáveis  Carbono  Nitrogênio 

Resumo

O abastecimento e consumo de alimentos moldaram o mundo contemporâneo. Alguns estudos antropológicos que abordam o tema dos hábitos alimentares demonstram que o quê se come e como se come são elementos fortemente incorporados na construção da identidade cultural dos povos, constituindo uma das barreiras mais fortes de resistência às mudanças. A diversificação dos modelos de alimentação no Brasil está diretamente relacionada com as diferenças no acesso aos alimentos e nos hábitos alimentares. O funcionamento e estrutura normal de todo organismo vivo estão determinados entre outros fatores pelo adequado consumo de nutrientes e energia que permite um estado nutricional satisfatório, constituindo num dos mais elementares direitos do homem. No empenho de conseguir estes aspectos se faz necessário o incremento de ações conjuntas de pesquisa e educação relacionadas com os hábitos alimentares de uma população. O estudo de padrões alimentares utilizando-se a composição isotópica do carbono e do nitrogênio em amostras de unha humana, como o proposto aqui, é capaz de definir padrões gerais de alimentação, mas, para uma definição mais detalhada de itens alimentares, serão aplicados questionários, e as frequências de consumo dos principais itens alimentares serão relacionadas com os valores isotópicos através de testes estatísticos não-paramétricos. O uso concomitante dessas duas ferramentas visa à confirmação da hipótese de que aglomerados urbanos, sejam eles cosmopolitas ou isolados, tendem a ter um padrão alimentar semelhante, seguindo a denominação moderna do que chamamos de "dieta do supermercado". E que, por outro lado, as comunidades relativamente "isoladas" apresentam uma forte ligação com a paisagem que as rodeiam, tanto na produção como na aquisição de alimentos, constituindo uma das maiores barreiras de resistência às mudanças em seus hábitos alimentares. (AU)

Matéria(s) publicada(s) na Agência FAPESP sobre o auxílio:
Dieta da população brasileira está cada vez mais padronizada 
Matéria(s) publicada(s) na Revista Pesquisa FAPESP sobre o auxílio:
Frango no Solimões