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Utilização de própolis no controle da mastite bovina

Resumo

Mastite corresponde à inflamação da glândula mamária que pode apresentar-se sob a forma clínica ou subclínica; sendo causada principalmente por microrganismos. A forma subclínica caracteriza-se pelo aumento da contagem de células somáticas, dos teores de cloro, sódio e proteínas séricas, e diminuição dos teores de caseína, lactose e gordura do leite, gerando prejuízos para atividade leiteira. Entretanto, o risco de resíduos de antibióticos no leite e a baixa relação custo / benefício, são fatores que devem ser considerados na implantação da terapia durante a lactação. Dessa forma, a utilização de antimicrobianos naturais pode ser recomendada. A própolis não acarreta prejuízos quando administrada ao organismo animal, e a maioria dos compostos flavonóides são inócuos quando adicionados á dieta humana. Assim, tolerância e ausência de toxicidade conferem à própolis seu valor medicinal. O presente estudo objetiva verificar as atividades terapêuticas e anti-sépticas da própolis no controle de mastite bovina. Serão utilizadas vacas da raça Holandesa, de rebanhos comerciais, mantidos no Estado do Paraná. A mastite subclínica será identificada pelo California Mastite Teste, contagem de células somáticas (CCS) e exame microbiológico. Serão realizados quatro tratamentos: Grupo 1: uso de 5mL de extrato alcoólico de própolis a 30%, por via oral, durante sete dias consecutivos; Grupo 2: além do procedimento descrito no Grupo 1, será utilizado 5mL de própolis a 30% adicionado de glicerina líquida em igual volume (5mL) no pré-dipping e pós-dipping; Grupo 3: uso de extrato alcoólico de própolis a 30% no pré-dipping e pós-dipping e Grupo 4 (controle): os animais serão submetidos aos procedimentos de pré e pós-dipping, rotineiramente empregados pela propriedade. Os resultados serão analisados estatisticamente pelo teste de Goodman. (AU)