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Obtenção de padrões certificados de cianotoxinas para controle de qualidade da água

Processo: 07/58583-0
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de fevereiro de 2008 - 31 de janeiro de 2010
Área do conhecimento:Ciências Exatas e da Terra - Química - Química Orgânica
Convênio/Acordo: NSF - Universidades Americanas (Química)
Pesquisador responsável:Ernani Pinto Junior
Beneficiário:Ernani Pinto Junior
Pesq. responsável no exterior: Scott Gronert
Instituição no exterior: Virginia Commonwealth University (VCU), Estados Unidos
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Toxinas bacterianas  Cianobactérias  Microcistinas  Qualidade da água  Saxitoxina 

Resumo

Esse projeto visa o isolamento, a purificação e síntese de cianotoxinas para Controle de Qualidade da Água. Pretende-se isolar e/ou sintetizar quimicamente algumas toxinas produzidas por cianobactérias para o desenvolvimento de métodos analíticos e bioquímicos para a sua detecção. Em posse de quantidade suficiente, espera-se a certificação de padrões analíticos e o oferecimento para agências ambientais e de controle de qualidade da água. Para isso, serão verificadas a presença de hepato e neurotoxinas produzidas por cianobactérias durante florações (microcistinas - MC, anatoxina, cilindrospermopsina, ß-N-metil-L-amino-alanina - BMAA, "Paralytic Shellfish Poisonings" - PSP e novas variantes de toxinas) e também em cepas já mantidas em cultivo. Posteriormente, os materiais de coleta de florações ou provindo do cultivo de cepas tóxicas serão processados e fracionados para a obtenção das toxinas por meio de cromatografia. As toxinas BMAA, anatoxina-a e homoanatoxina-a serão obtidas por síntese orgânica. A caracterização e elucidação estrutural dos compostos serão realizadas por técnicas espectroscópicas e espectrométricas como RMN de 1H e 13C, UV-VIS, Infra-Vermelho, Espectrometria de Massas de baixa e alta-resolução, dicroísmo circular e difração de raios X. Há nos laboratórios do proponente e colaboradores equipamentos como HPLC analítico (detectores de fluorescência e arranjo de diodos) e LC-MS/MS (triplo quadrupolo, IonTrap e Q-TOF), para a condução das análises. Além disso, há acesso a DIN de 1H e 13C entre outros equipamentos nas centrais analíticas da Faculdade de Ciências Farmacêuticas - USP e Instituto de Química - USP. Os padrões também serão utilizados para a validação de métodos analíticos para a quantificação dessas substâncias em água para consumo humano. Ensaios interlaboratoriais e transferência de tecnologia entre os colaboradores fazem parte das metas do projeto, como por exemplo, com os laboratórios dos Estados de Pernambuco e com a SABESP. Além de artigos científicos e possíveis patentes, espera-se obter anticorpos poli e monoclonais para o preparo de kits com a finalidade se detectar toxinas que, a propósito, é tema de uma tese de doutorado (Fapesp - 2005/03505-0) vinculado ao projeto. Um banco de padrões de toxinas encontradas também faz parte dos resultados previstos, pois a importação desses compostos é difícil e onerosa. (AU)