Busca avançada
Ano de início
Entree

Pesquisa e caracterização fenotípica e genotípica de extended-spectrum beta-lactamases (ESBLs) detectadas em amostras de Escherichia coli isoladas de urina e fezes de cães, gatos, frangos e outros animais domésticos no estado de São Paulo, Brasil

Resumo

Amostras de Escherichia coli com resistência ou variável susceptibilidade a cefalosporinas de terceira geração foram detectadas em humanos e animais em todo o mundo. Essas amostras produzem beta-lactamases de amplo espectro (ESBLs - extended spectrum beta-lactamases). Atualmente são conhecidos mais de 200 tipos de beta-lactamases sendo que muitos gêneros de bactérias Gram-negativas possuem beta-lactamases codificadas por plasmídios. Nos últimos anos, a emergência de um novo grupo de ESBLs codificadas por plasmídios, encontradas em amostras de populações humanas e animais, tem atraído a atenção mundial. A maioria das ESBLs pertence à classificação A de Amber e são derivadas das enzimas parentais TEM- e SHV, devido a mutações pontuais do sítio ativo das beta-lactamases. Os genes que codificam as ESBLs estão quase sempre localizados em plasmídios de alto peso molecular que contêm também marcadores de resistência para outras classes de antimicrobianos e, deste modo, sempre conferirão resistência múltipla a vários antimicrobianos, inclusive aminoglicosídeos e cotrimoxazol. Existe um grupo de Escherichia coli produtora de enzimas do tipo CTX-M, que tem emergido como importante agente de infecções do trato urinário (UTI). No Brasil, amostras produtoras de ESBLs já foram isoladas em hospitais, efluentes de esgotos hospitalares, carnes de frango exportadas e infecções agudas na comunidade. Vários trabalhos identificaram em amostras humanas a presença de ESBLs do grupo CTX-M, assim como o clone O25b:H4-ST131, produtor da ESBL do grupo CTX-M-15, sendo este responsável atualmente por inúmeros casos de infecção em todo o mundo. Vários trabalhos confirmam a presença deste clone também em amostras animais, tornando-os possíveis fontes de infecção deste patógeno para humanos. No Brasil, apesar dos inúmeros trabalhos relacionados à presença do respectivo clone em amostras bacterianas humanas, não há nenhum trabalho publicado referente à sua detecção em amostras animais. Em outros países, como Alemanha, Holanda, França, Dinamarca e Espanha, o clone CTX-M-15 O25b:H4-ST131 já foi detectado em amostras animais. Desta forma, este trabalho busca verificar a presença do clone CTX-M-15 O25b:H4-ST131 e de outras ESBLs (TEM, SHV e OXA), através de PCR e testes fenotípicos, em amostras de Escherichia coli isoladas de urina e fezes de cães, gatos e frangos no estado de São Paulo. Este trabalho busca também detectar a presença de genes que codificam fatores de virulência presentes nos isolados em nosso meio, comparando com dados existentes na literatura, verificar o perfil de susceptibilidade antimicrobiana, analisar o perfil de adesão em células de carcinoma de laringe humana (HEp-2) e o potencial de letalidade em camundongos. A distribuição clonal das amostras de Escherichia coli ESBLs- positivas será estudada pelas técnicas de PFGE e MLST. (AU)

Matéria(s) publicada(s) na Agência FAPESP sobre o auxílio:
Matéria(s) publicada(s) em Outras Mídias (0 total):
Mais itensMenos itens
VEICULO: TITULO (DATA)
VEICULO: TITULO (DATA)