Busca avançada
Ano de início
Entree

Plantas nativas na costa brasileira: bioacumulação para a biorremediação de contaminação radioativa (Projeto Bio 2). (Biodiversidade Marinha)

Processo: 10/50177-6
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Programa BIOTA - Apoio a Jovens Pesquisadores
Vigência: 01 de setembro de 2010 - 24 de novembro de 2010
Área do conhecimento:Ciências Exatas e da Terra - Oceanografia - Oceanografia Química
Pesquisador responsável:Elvis Joacir de França
Beneficiário:Elvis Joacir de França
Instituição-sede: Instituto Oceanográfico (IO). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Bolsa(s) vinculada(s):10/14948-8 - Metodologia de amostragem para quantificação de radionuclídeos naturais e artificiais em manguezais, BP.IC
10/13081-0 - Plantas nativas na costa brasileira: bioacumulação para a biorremediação de contaminação radioativa (Projeto Bio 2), AP.BTA.JP
Assunto(s):Plantas marinhas  Biomarcadores  Biorremediação  Césio  Contaminação radioativa  Padrões de referência 

Resumo

Mundialmente, detecta-se tendência acentuada na utilização pacífica de energia nuclear para fins energéticos, como ocorre no caso do Brasil, cuja ampliação do Programa Nuclear Brasileiro promoverá a instalação de 50 novas usinas termonucleares. Como a presença de contaminantes radioativos está associada à produção e ao consumo de urânio, é evidente a necessidade de monitoração e remediação de possíveis impactos ambientais decorrentes. Um dos principais contaminantes é o césio-137, contudo a avaliação conjunta de diversos radionuclídeos como urânio-238 e tório-232 pode auxiliar na definição de organismos mais apropriados para uso como biomonitores/biorremediadores. Como o conhecimento sobre a acumulação de radionuclídeos é ainda incipiente na região costeira, o Projeto Bio^2 Bioacumulação para a Biorremediação tem como meta o uso de plantas nativas aquáticas como fitorremediadores de radionuclídeos na costa brasileira. Para isso, direcionar-se-á a espectrometria gama de alta resolução para a quantificação de radionuclídeos no substrato, assim como nos compartimentos biológicos de plantas nativas ocorrentes no Sistema Cananéia-Iguape. Dentre os resultados esperados, tem-se a relevância dos estudos envolvendo vegetação em ecossistemas marinhos e/ou sob forte influência marinha; o aporte de radionuclídeos via atmosfera e sedimentos em suspensão, seguido pela estimativa do estoque de radionuclídeos na vegetação; a primeira avaliação de ciclagem de radionuclídeos em manguezais; a padronização da amostragem para estudos de bioacumulação; o sucesso na modelagem de fatores de transferência associada à possibilidade de predição de impactos e a indicação de espécies nativas bioacumuladoras para a biorremediação por fitoextração. O Projeto Bio^2, além de estimular colaboração entre especialistas e capacitar recursos humanos, trará uma nova abordagem às pesquisas realizadas no Programa BIOTA relativa à utilização de informações contidas na biodiversidade para a definição de padrões de referências para estudos de contaminação radioativa. Além disso, promoverá um banco de amostras de grande valia a ser disponibilizado para outros pesquisadores, seguindo-se a premissa de multidisciplinaridade das pesquisas ambientais. (AU)