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Alterações em oncogenes e genes supressores de tumor em carcinoma de vulva: correlação com fatores prognósticos anatomo-patológicos, dados clínicos, infecção por HPV e expressão de micro-RNAs e proteínas

Processo: 10/01353-6
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de agosto de 2010 - 31 de julho de 2012
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Anatomia Patológica e Patologia Clínica
Pesquisador responsável:Rafael Malagoli Rocha
Beneficiário:Rafael Malagoli Rocha
Instituição-sede: Hospital A C Camargo. Fundação Antonio Prudente (FAP). São Paulo , SP, Brasil
Pesq. associados:Dirce Maria Carraro ; Emmanuel Dias-Neto ; Fernando Augusto Soares ; Isabela Werneck da Cunha ; José Vassallo ; Kátia Cândido Carvalho ; Ludmilla Thomé Domingos Chinen ; Silvia Regina Rogatto
Assunto(s):Técnicas de diagnóstico molecular  Carcinoma de células escamosas  Neoplasias vulvares  Papillomavirus  Expressão gênica  Reação em cadeia por polimerase (PCR) 

Resumo

O carcinoma de vulva (CV) é um tumor raro que ocorre como carcinoma de células escamosas (CEC) em 90% dos casos. Corresponde a aproximadamente 3 a 5% dos tumores malignos do trato genital da mulher e menos de 1% das neoplasias malignas femininas. Sua incidência varia de 1 a 3 para cada 100.000 mulheres. Essa doença ocorre predominantemente em mulheres acima dos 50 anos, principalmente na sexta década de vida. Apesar de informações sobre alterações genéticas presentes em células neoplásicas ser um elemento chave no entendimento do processo de carcinogênese, o conhecimento existente para anormalidades genômicas em tumores de vulva é extremamente limitado. Objetivo: Identificar, através de técnicas de biologia molecular, as alterações genômicas de oncogenes e genes supressores de tumor, bem como alterações de sua expressão protéica e de seus possíveis miRNAs reguladores, buscando correlacionar estas alterações com a presença de infecção por subtipos específicos de HPV para a determinação de valores prognósticos e preditivos de novas terapias em carcinomas de vulva. Métodos: 700 casos de câncer de vulva serão selecionados dos prontuários do Departamento de Anatomia Patológica do Hospital A. C. Camargo. As lâminas originais e seus respectivos blocos serão resgatados para confirmação diagnóstica, re-classificação, e seleção de áreas tumorais representativas para a construção do microarranjo de tecido (TMA). Serão avaliadas alterações em oncogenes e genes supressores de tumor através de técnicas de imuno-histoquímica e hibridação in situ fluorescente e estas alterações serão correlacionadas com dados clínicos das pacientes como (sobrevida, acometimento linfonodal, metástase e recidiva) e com fatores prognósticos bem estabelecidos em anatomia patológica (graduação histológica, TNM, e painel imuno-histoquímico convencional). A expressão de mRNA destes genes será avaliada por técnica de PCR em tempo real em 10% dos casos. Os achados de imuno-histoquímica serão validados através de comparação com os resultados obtidos pelo PCR quantitativo em tempo real. Será avaliada a expressão de todos os micro-RNAs (miRNA) humanos em 40 amostras positivas e 40 amostras negativas para infecção por HPV, correlacionado ainda os miRNAs e status de HPV com a expressão gênica e protéica dos genes investigados nestas amostras. Para isto, será identificada a presença, ou não, de infecção por HPV em todos os tumores de vulva e subtipá-los através de extração de DNA, PCR e hibridação em plataforma de chip com sequências complementares (Infinit®). Serão identificadas alterações no número de cópias genômicas através de CGH-array (array-based Comparative Genomic Hybridization) em amostras de câncer de vulva segundo o padrão de infecção pelo HPV para determinar marcadores moleculares prognósticos. Serão rastreados trechos genômicos correspondentes a genes que codifiquem proteínas para definição do espectro de mutações no câncer de vulva. Será definido o espectro de mutações em 10 amostras de tumor de vulva (5 casos com confirmação de HPV e 5 livres de infecção) e será feita a avaliação da freqüência das mutações identificadas em todas as amostras, para que o espectro de mutação seja associado com características clínicas. E também nos subtipos epidermóide habitual e verrucoso em relação aos tumores com infecção pelo HPV. (AU)