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Análise de viabilidade técnica e científica de nova técnica de imagem denominada de magnetoacustografia para utilização em um equipamento de utrassom de diagnóstico

Processo: 09/53752-4
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas - PIPE
Vigência: 01 de novembro de 2010 - 30 de setembro de 2011
Área do conhecimento:Engenharias - Engenharia Biomédica
Pesquisador responsável:Thiago Wellington Joazeiro de Almeida
Beneficiário:Thiago Wellington Joazeiro de Almeida
Empresa:Figlabs Pesquisa e Desenvolvimento Ltda (Figlabs)
Município: Ribeirão Preto
Bolsa(s) vinculada(s):11/00685-8 - Análise de Viabilidade Técnica e Científica de nova técnica de imagem denominada de magnetoacustografia para utilização em um equipamento de ultrassom de diagnóstico, BP.TT
Assunto(s):Ultrassom  Técnicas de imagem por elasticidade 

Resumo

A imagem por ultrassom é ferramenta extremamente importante no diagnóstico e tratamento clínico. É uma das técnicas de imagens médicas mais usadas no mundo, pois é possível visualizar imagens em tempo real de forma simples e barata em um mesmo aparelho com diferentes modalidades de imagens, tais como: modo-M, modo-B, modo Doppler, modo harmônico, Doppler espectral. De posse dessas diferentes modalidades, o seu uso proporciona diversos tipos de diagnóstico tais como: identificação de lesões em tecidos moles, avaliação da funcionalidade dinâmica dos órgãos, avaliação do fluxo sanguíneo, acompanhamento gestacional, guia cirúrgico, entre outros. Existem também outras aplicações em que o ultrassom está presente como tratamento terapêutico e cirúrgico. O Brasil possui um mercado consumidor de aparelhos de ultrassom muito forte, porém, até o momento, todos os equipamentos de imagens em uso no Brasil são importados. A escassez desta tecnologia no país tem motivado pesquisadores a investir no desenvolvimento tecnológico de ultrassom por imagem. Foi com esta motivação que há 6 anos pesquisadores do Grupo de Inovação em Instrumentação Médica e Ultrassom (GIIMUS) da Universidade de São Paulo, campus de Ribeirão Preto, iniciaram pesquisas em novas técnicas de geração de imagens por ultrassom para apoio ao diagnóstico clínico. Com base nos resultados dessas pesquisas, duas novas técnicas de imagens por ultrassom foram desenvolvidas para serem incluídas em uma plataforma de ultrassom por imagem e serem empregadas no apoio ao diagnóstico clínico. Uma das técnicas, denominada de elastografia, gera uma modalidade de imagem que representa o mapa de rigidez das estruturas internas do tecido. Esta técnica de imagem também está sendo denominada de ‘palpação remota’ e tem uma sensibilidade muito maior que o tato do médico para identificar alterações de rigidez em tecidos biológicos, principalmente das lesões mais profundas. Esta imagem é formada a partir do mapa de fase entre dois mapas de ecos consecutivos adquiridos durante a ação de uma pequena força de deformação sobre a região de interesse. Pensando em novas possibilidades de medidas, o grupo GIIMUS criou uma nova técnica que consiste de um mapa de deslocamento ou velocidade de vibração de um meio material marcado com partículas ferromagnéticas. Esta técnica foi denominada de magnetoacustografia. A vibração das partículas ferromagnéticas ocorrem devido a aplicação de uma campo magnético alternado. A força magnética dinâmica entre o campo externo e a magnetização das partículas faz com que essas vibrem com o dobro da frequência. Usando as modalidades de imagens Doppler ou elastográficas, é possível mapear apenas as regiões marcadas com as partículas magnéticas. Nesta modalidade, o campo magnético externo é aplicado por meio de uma bobina acoplada ao transdutor ultrassônico para gerar um gradiente de campo alternado na reglão de interesse. Essa nova técnica de geração de imagem por ultrassom, abre novos campos de aplicações na indústria e no controle da saúde humana. Por exemplo, poderá se aplicada na avaliação da distribuição de drogas, marcadas com partículas nanopartículas magnéticas, em tecidos cancerígenos, estudo da motilidade gastrintestinal usando alimento teste marcado com micropartículas magnéticas, entre outras. Um pedido de patente dessa invenção já foi depositado junto ao INPI (Anexo 1). Esta invenção também ganhou o premio USP inovação de Biotecnologia e também foi apresentada no 31st Annual International Conference of the IEEE EMBS em Minneapolis, Minnesota, USA em setembro de 2009. (AU)