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Inclusão de dados de paternidade incerta em avaliações genéticas

Processo: 08/06929-3
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de outubro de 2008 - 30 de setembro de 2010
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Zootecnia - Genética e Melhoramento dos Animais Domésticos
Pesquisador responsável:Henrique Nunes de Oliveira
Beneficiário:Henrique Nunes de Oliveira
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias (FCAV). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Jaboticabal. Jaboticabal , SP, Brasil
Assunto(s):Bovinocultura de corte 

Resumo

O Brasil é detentor do maior rebanho comercial de bovinos do mundo e também é um dos maiores exportadores de carne, o que demonstra a enorme importância econômica desta atividade no País. Apesar disto, os níveis de produtividade desta atividade pecuária ainda são muito baixos. Com a necessidade de se adequar a esta nova realidade de mercado, o produtor tem cada vez mais utilizado ferramentas para incremento desta eficiência nos rebanhos. Neste sentido o melhoramento genético tem tido destaque, pois não há nenhuma valia a melhora das condições de manejo e ambientais se os animais não apresentam potencial genético para converter este investimento em maior produtividade e lucros, podendo ser alcançado através da utilização de reprodutores selecionados para elevado potencial genético, mas no Brasil apenas em torno de 5% dos touros ofertados anualmente são avaliados geneticamente. Para que fosse possível aumentar este número de animais avaliados não bastariam apenas os reprodutores registrados em associações de raças, mas seria também necessário incorporar animais selecionados em rebanhos comerciais. Neste sentido o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, criou o Certificado Especial de Identificação e Produção (CEIP), a ser fornecidos a animais sem registro, desde que esteja comprovado o mérito genético superior destes animais. Esta iniciativa aumentou consideravelmente a participação de empresas agropecuárias que produziam animais para o abate, no mercado de reprodutores. Um manejo reprodutivo freqüentemente utilizado por proprietários de grandes rebanhos comerciais é o uso de reprodutores múltiplos (RM) em uma parte de seu rebanho de fêmeas. Esta técnica não tem inconveniente quando os animais nascidos no rebanho são destinados ao abate ou quando apenas a seleção baseada no fenótipo é utilizada. Por outro lado, nos rebanhos de seleção cujo objetivo principal é a venda de reprodutores e que usam a avaliação genética como ferramenta de seleção, pois não é possível definir a paternidade dos animais, podendo assim trazer diversos prejuízos ao produtor. Primeiro, por influenciar negativamente o progresso genético no rebanho reduzindo a intensidade de seleção, pois os animais com progenitores desconhecidos não são considerados para a seleção. E depois pode também dificultar a venda dos reprodutores nascidos neste processo já que a acurácia das avaliações genéticas dos animais cuja paternidade é desconhecida é, geralmente, menor. A incorporação da incerteza de paternidade na matriz de parentesco (probabilidade de que cada touro do grupo RM seja o pai), aplicação de técnicas de biologia molecular para identificação da paternidade e a utilização dos dados fenotípicos dos animais para, numa abordagem bayesiana, fazer inferências sobre a paternidade dos animais, foram algumas das propostas. Nenhuma destas técnicas vem sendo rotineiramente aplicada no Brasil para avaliação genética de gado de corte, pois devido às dificuldades de implantação das mesmas em grandes rebanhos. No presente estudo serão comparadas as diversas metodologias disponíveis para a avaliação genética de animais com paternidade incerta para avaliar seus efeitos sobre os valores genéticos, acurácias das estimativas e ganho genético esperado, em condições brasileiras. (AU)