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Avaliação dos efeitos da toxina botulínica do tipo a associada ou não a finasterida na fertilidade e sobre a expressão de receptores de andrógenos, alfa 1-adrenérgicos, TGF-beta, KGF e CPSE na próstata do cão e rato Sprague-Dawley

Resumo

A hiperplasia prostática benigna (HPB) tem início no animal com um a dois anos de idade, sendo que 80% dos cães com 5 anos apresentam evidências histológicas de HPB. Tal enfermidade caracteriza-se por proliferação dos compartimentos glandular e estromal da próstata. A fisiopatologia desta enfermidade não está totalmente compreendida, no entanto, dois fatores devem ser considerados: o envelhecimento e a presença dos testículos. A diidrotestosterona (DHT) é o principal andrógeno prostático e acredita-se que este seja o responsável pela HPB, entretanto, estrógenos auxiliam no aumento do tecido prostático, assim como outros fatores de crescimento como TGF-ß e KGF. Os sinais clínicos predominantes de hiperplasia incluem os sinais do trato urinário (gotejamento de fluído uretral, hematuria e disúria). A orquiectomia bilateral é o tratamento de escolha, no entanto, animais destinados à reprodução ou naqueles onde a cirurgia está contra-indica, a terapia conservativa se faz necessária. Inúmeras drogas são descritas na literatura, como estrógenos, progestágenos, anti-andrógenos e inibidores da enzima 5a-redutase. Entretanto, tais medicações possuem efeitos indesejáveis. Recentemente, estudos têm demonstrado a utilidade da toxina botulínica A no tratamento da HPB humana, com significativa redução do volume prostático. Até o presente momento, existem poucas informações de seu emprego no cão, o qual é o único animal doméstico que apresenta esta alteração e se presta como o melhor modelo experimental para novos estudos da HPB no homem. Em estudo realizado anteriormente por nós (MOSTACHIO, 2008), tal fármaco apresentou resultados favoráveis e encorajadores, apresentando reduções de 30% sobre o volume do órgão e alterações não significativas sobre as características (volume, motilidade, vigor, concentração por mL, concentração total e pH) e morfologia espermática. Entretanto, inúmeros estudos se fazem necessários para o elucidamento dos efeitos da toxina no parênquima prostático e nos receptores que estão envolvidos na hiperplasia, desta forma será estudada a possível influência da neurotoxina sobre os marcadores (CPSE, TGF-ß, KGF, receptores de andrógeno e receptores α1-adrenérgicos), sobre o volume e diâmetro prostático, além da sua implicância sobre a fertilidade e teratogenicidade in vivo. (AU)