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Hevea brasiliensis - estudo tecnológico da sua madeira e produtos, obtidos de plantios do estado de São Paulo

Processo: 09/08666-2
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de outubro de 2009 - 30 de setembro de 2011
Área do conhecimento:Engenharias - Engenharia Civil - Estruturas
Pesquisador responsável:Adriano Wagner Ballarin
Beneficiário:Adriano Wagner Ballarin
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Agronômicas (FCA). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Botucatu. Botucatu , SP, Brasil
Assunto(s):Compensado 

Resumo

A seringueira é uma cultura extremamente importante para o País, em função da utilização da borracha usada na fabricação de diversos produtos em uso pela sociedade moderna e, mais recentemente, em função do potencial tecnológico - já explorado em diversos países - da madeira extraída desses plantios, após encerrado o ciclo produtivo do látex. Segundo alguns pesquisadores, a área plantada com seringueiras no Brasil, de cerca de 130 mil hectares, poderá produzir anualmente 650 mil m3, suficientes para diminuir, em parte, o déficit total de madeiras oriundas de plantações. Neste sentido, e como conseqüência da ampliação futura das áreas de plantios da seringueira no país, haverá uma expressiva oferta de madeira desta matéria-prima, ao final de sua rotação, que dura cerca de 30 anos. Nos últimos anos, foram detectados novos patógenos no painel de sangria desses plantios, entre eles os fungos Fusarium solani e Fusarium moniliforme, causando a doença conhecida como "seca do painel" e, conseqüentemente, prejudicando a produção de látex. Este fato tem deixado os produtores muito preocupados pois, até então, a única causa conhecida era a seca fisiológica, ou "brown bast". Atualmente está sendo verificado o crescimento do problema com a consequente redução do número de plantas em sangria e na produção do látex como um todo. Neste trabalho serão estudados os dois clones de maior potencial comercial no Brasil (RRIM 600 e GT1) de Hevea brasiliensis em 3 condições distintas de sanidade das árvores (indivíduos sadios, com a seca fisiológica e com a seca patológica). Na primeira fase do trabalho, relacionada aos plantios sadios, será realizado estudo tecnológico da madeira serrada desses plantios sadios e de painéis de madeira compensada produzidos com suas madeiras. Na segunda fase do trabalho, dedicada aos plantios com a patologia (seca do painel) instalada será realizado estudo epidemiológico e patológico da doença e estudo tecnológico da influência dessa patologia na qualidade da madeira. Conduzido com uma equipe multidisciplinar, pretende apresentar contribuições significativas à definição do potencial tecnológico da madeira de Hevea brasiliensis, candidata natural a auxiliar na minimização do déficit, bem como estudar o problema epidemiológico e físiopatológico associado à seca do painel e sua influência na qualidade da madeira desses plantios comprometidos. (AU)