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Regimes de luz (radiação fotossinteticamente ativa ) e seu efeito na biomassa e produtividade primária líquida de espécies arbóreas da Mata Atlântica em diferentes modelos de reflorestamento

Resumo

Entre os ecossistemas de florestas tropicais e subtropicais, a Mata Atlântica é um dos mais afetados pela mudança no uso do solo, restando apenas 7,26% da sua cobertura vegetal original. Atualmente, a restauração da Mata Atlântica vem ganhando importância: diversos programas de fomento públicos e privados vinculados a essa atividade buscam a agregação de valores, em especial a remoção de carbono atmosférico. Uma das questões que permanecem em aberto dentre deste tema é de que maneira a composição de espécies do dossel pode afetar a disponibilidade de radiação fotossinteticamente ativa no sistema, e desta forma alterar a produtividade e o acúmulo de biomassa acima e abaixo do solo, incluindo a regeneração natural da vegetação nativa. O presente estudo tem como objetivo estudar os regimes de luz (radiação fotossinteticamente ativa) em modelos de restauração da mata atlântica (floresta estacional semidecidual) implantados há onze anos, e a maneira como estes regimes afetam a fitomassa (acima e abaixo do solo) e a produtividade primária líquida das espécies arbóreas plantadas e das regeneradas naturalmente nesses plantios. As áreas experimentais estão localizadas em Botucatu, SP, em dois sítios cujos solos são Nitossolo Vermelho e Argissolo Vermelho-Amarelo. Três tratamentos serão comparados neste estudo: T1; testemunha, T2 = semeadura direta com espécies de rápido crescimento (com apenas duas espécies, sendo ambas decíduas) e T3= plantio misto de alta diversidade (mais de 30 espécies, com menor proporção de decíduas). Cada tratamento possui três repetições em cada sítio, com parcelas de 50 x 50 m. A radiação fotossinteticamente ativa disponível em cada tratamento será monitorada quatro vezes ao ano, por cinco dias consecutivos, em cada área experimental, e os valores serão confrontados com aqueles obtidos em área aberta (estação meteorológica da FCA).O índice de área foliar será também avaliado para cada tratamento. Os métodos para a análise da biomassa arbórea serão destrutivos, avaliando-se 20 espécies. De cada uma das 20 espécies serão avaliados três exemplares, sendo o total de biomassa de cada exemplar determinado pela soma da biomassa vegetal acima (folhas, ramos, galhos e tronco/fuste) e abaixo do solo (raízes). A produtividade primária líquida (fitomassa arbórea total e de madeira) será calculada para cada espécie, parcela, bloco, tratamento e área experimental, considerando-se o estoque de biomassa semestralmente pelo período de 24 meses. A densidade e riqueza de plântulas de espécies lenhosas da regeneração natural e a sua fitomassa serão avaliadas em 4 sub-parcelas circulares instaladas aleatoriamente no interior em cada parcela. Os dados serão analisados através de análises de variância e análises multivariadas. (AU)