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Avaliação de células dendríticas como estratégia vacinal e terapêutica em modelo experimental de esportricose sistêmica

Processo: 08/08446-0
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de dezembro de 2008 - 30 de novembro de 2010
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Imunologia - Imunologia Celular
Pesquisador responsável:Rubens Rodrigues dos Santos Junior
Beneficiário:Rubens Rodrigues dos Santos Junior
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCFAR). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Araraquara. Araraquara , SP, Brasil
Assunto(s):Esporotricose  Vacinas  Terapia baseada em transplante de células e tecidos  Células dendríticas  Citocinas  Imunofenotipagem 

Resumo

A esporotricose é uma infecção micótica provocada pelo fungo dimórfico Sporothrix schenckii. Apresenta em geral lesões cutâneas nodulares e/ou ulcerativas que proliferam via linfática, provocando em alguns casos, infecção sistêmica. As citocinas secretadas pelos macrófagos e pelas células T em resposta a estímulos inflamatórios ou antigênicos são componentes importantes da resposta imune inata e também da adaptativa, como moléculas pró-inflamatórias ou como ativadoras dos mecanismos microbicidas dos macrófagos. Nos últimos anos, o Laboratório de Imunologia Clínica, tem estudado a resposta imunológica frente ao antígeno solúvel de S. schenckii em modelo experimental de esporotricose sistêmica. Estes estudos, demonstraram que entre a 4a. e 6a. semanas de infecção houve um aumento da carga fúngica no fígado e baço dos animais infectados, com maior comprometimento dos mesmos. Além disso, macrófagos peritoneais estimulados in vitro com o antígeno solúvel de S. schenckii apresentaram uma redução na síntese de citocinas pró-inflamatórias como por exemplo, IL-1 e TNF-a. Os mecanismos imunológicos envolvidos na prevenção e controle da esporotricose não estão completamente esclarecidos. Os fatores de risco na esporotricose existem tanto para hospedeiros saudáveis quanto para aqueles que estão imunossuprimidos, sendo que este último está predisposto a uma forma mais severa da doença. De fato, a esporotricose é mais severa e usualmente disseminada em camundongos nude e em pacientes com AIDS, sugerindo que a imunidade mediada por células T é importante na defesa contra esta infecção. As células dendríticas (CDs) são descritas como as mais eficientes células apresentadoras de antígenos profissionais. Promovem a ativação de respostas imunes mediadas por células T e B. Constituem um complexo sistema de células com relação à origem, diferenciação e função. As distintas populações e funções das CDs que resultam na ativação de populações heterogêneas de linfócitos T configuram um dos temas imunológicos mais amplamente investigados atualmente. Seu potencial como terapia imune contra câncer vem, nos últimos anos, sendo objeto de vários estudos. Na esporotricose, estudos demonstram que CDs podem desempenhar papel importante na resposta imune à infecção com S. schenckii, através da produção de IL-12 e ativação de células Th1. Além disso, existe evidencias de que as CDs reconhecem antígenos fúngicos através do receptor manose-fucose, e via os receptores do tipo Toll (do inglês toll like receptor - TLR), mais precisamente, o TLR2 e TLR4. Tendo isto em vista, nossa proposta é a utilização de CDs estimuladas in vitro com antígenos de S. schenckii para avaliar os possíveis efeitos imunomoduladores desta interação, e a utilização destas células como uma estratégia de vacinação em animais desafiados com as formas leveduriformes de S. schenckii. (AU)