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Dopplervelocimetria da artéria umbilical como marcador de alterações imunológicas placentárias e de risco de morte perinatal em gestações complicadas por diabete ou hiperglicemia diária

Processo: 07/00771-6
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de janeiro de 2008 - 31 de dezembro de 2010
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Saúde Materno-infantil
Pesquisador responsável:Iracema de Mattos Paranhos Calderon
Beneficiário:Iracema de Mattos Paranhos Calderon
Instituição-sede: Faculdade de Medicina (FMB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Botucatu. Botucatu , SP, Brasil
Bolsa(s) vinculada(s):08/04597-3 - Dopplervelocimetria da arteria umbilical como marcador de alteracoes imunologicas placentarias e de risco de morte perinatal em gestacoes complicadas por diabete ou hiperglicemia diaria., BP.TT
Assunto(s):Gravidez de alto risco  Diabetes gestacional  Hiperglicemia  Índice glicêmico  Fluxometria por laser-Doppler  Mortalidade perinatal  Insuficiência placentária  Hipoxia fetal  Fator de necrose tumoral alfa 

Resumo

A mortalidade perinatal (MPN) associada ao diabete continua elevada. No Serviço de Diabete e Gravidez da FMB/Unesp, os resultados avaliados nos últimos 20 anos evidenciaram que o risco atribuível (RA) de MPN é de 6,12% nas gestações complicadas pelo diabete gestacional ou clínico (TTG100g e Perfil Glicêmico-PG alterados) e de 4,16% nas associadas à hiperglicemia diária materna (TTG100g normal e PG alterado). Entre os fatores envolvidos nesse desfecho adverso destaca-se a hipóxia intra-uterina, relacionada à hiperglicemia materna, com consequentes alterações placentárias. Assim, o controle glicêmico materno e o diagnóstico da hipóxia intra-uterina seriam decisivos na prevenção da MPN em gestações associadas ao diabete ou hiperglicemia diária. Apesar de não existirem evidências sobre o melhor método de avaliação fetal nas gestações de risco, a dopplervelocimetria parece ser útil na prevenção da mortalidade perinatal. Estudo recentemente desenvolvido neste Serviço foi pioneiro em demonstrar alterações morfométricas placentárias diferenciadas entre grupos de gestantes portadoras de diabete, clínico ou gestacional, e de hiperglicemia diária, comparadas a placentas de gestantes não-diabéticas. Os efeitos da hiperglicemia materna, de origem e intensidade variada, diferenciaram os níveis de hipóxia intra-uterina e as características morfométricas placentárias, definindo os resultados normais ou alterados do índice de pulsatilidade (PI) da artéria umbilical. Em outras palavras, o controle glicêmico materno adequado garantiu fluxo placentário de baixa resistência, confirmado pelo resultado normal da dopplervelocimetria da artéria umbilical, favorecendo a macrossomia e a oxigenação fetal. Do ponto de vista prático, o controle metabólico materno adequado e a presença de PI normal na artéria umbilical tranqüilizam o obstetra. Por outro lado, o resultado alterado de PI na artéria umbilical, associado a controle metabólico materno inadequado, deve ser valorizado e interpretado como sinal de insuficiência placentária. Diabete e gravidez - Investigação Clínica e Experimental é linha de pesquisa que vem sendo desenvolvida há mais de 20 anos na Disciplina de Obstetrícia da FMB-Unesp. Coordenada pela Profa. Titular Marilza VC Rudge (Pesquisadora IA do CNPq). Dá suporte a um Grupo Acadêmico de Pesquisa, reconhecido pelo CNPq e pela comunidade científica, que propiciou a formação de vários professores/pesquisadores, hoje inseridos no Programa de Pós-graduação em Ginecologia e Obstetrícia da FMBotucatu-Unesp. Realizei mestrado (1988) e doutorado (1994) na investigação experimental com ratas prenhes diabéticas e livre-docência (2003) na investigação clínica, relacionando alterações morfométricas placentárias com dopplervelocimetria da artéria umbilical e controle metabólico materno em gestações complicadas por diabete ou hiperglicemia diária. Os resultados promissores desse estudo estimulam a continuidade das pesquisas. Considerando que (1) a interleucina (IL)-10 é importante no desenvolvimento integrado entre organismo materno, placenta e desenvolvimento fetal; (2) o fator de necrose tumoral alfa (TNF-a) interfere negativamente no desenvolvimento embrionário e fetal de mulheres portadoras de diabete; (3) a mortalidade perinatal associada ao diabete continua elevada; (4) as alterações placentárias observadas nessas gestações se correlacionam com alterações na dopplervelocimetria da artéria umbilical e (5) na prática clínica, o doppler é exame de rotina em serviços de atendimento terciário e útil nas gestações de risco, estaria justificada a investigação proposta para ratificar a relação entre dopplervelocimetria umbilical alterada, disfunção placentária e consequente hipóxia intra-uterina, na tentativa de prevenir a MPN nessas gestações complicadas por hiperglicemia ou diabete materno. (AU)