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Dosagem de cotinina salivar em crianças fumantes passivas submetidas à anestesia e sua correlação com complicações respiratórias

Processo: 10/08564-2
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de julho de 2010 - 30 de junho de 2012
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Cirurgia
Pesquisador responsável:Norma Sueli Pinheiro Módolo
Beneficiário:Norma Sueli Pinheiro Módolo
Instituição-sede: Faculdade de Medicina (FMB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Botucatu. Botucatu , SP, Brasil
Bolsa(s) vinculada(s):10/14900-5 - Dosagem de cotinina salivar em crianças fumantes passivas submetidas à anestesia e sua correlação com complicações respiratórias, BP.TT
Assunto(s):Anestesiologia  Hábito de fumar 

Resumo

O cigarro é a segunda maior causa de morte no mundo. No Brasil, 80 a 100 mil pessoas morrem anualmente por doenças relacionadas ao fumo. Vários órgãos e sistemas sofrem danos pelo uso contínuo do fumo, que contém mais de quatro mil substâncias compondo a fumaça, algumas das quais apresentam ação farmacológica ativa, citotóxica, antigênica, mutagênica, incluindo pelo menos quarenta e três carcinógenos. Os órgãos mais afetados são o coração, aparelho gastrointestinal, pulmões, sangue e sistemas imunonóligo e nervoso. Especial destaque tem o aparelho respiratório, o qual recebe diretamente os gases inalados. Indivíduos considerados fumantes passivos têm níveis de COHb aumentados, bem como maior reatividade das vias aéreas. Lactentes e crianças pequenas são mais suscetíveis, em relação a adultos, à redução na capacidade residual funcional e fechamento das vias aéreas sob anestesia geral. Os pacientes fumantes sofrem maior grau de hipoxemia pós-operatória em relação a não-fumantes após anestesia e cirurgia similares. Crianças que são fumantes passivas apresentam responsividade anormal das vias aéreas, bem como nos testes de função pulmonar. A frequência e a intensidade dos distúrbios respiratórios demonstrados pelos pequenos fumantes passivos têm relação direta com a intensidade do uso do fumo em seus domicílios. Há uma tendência à subestimação da exposição de crianças à fumaça do cigarro quando se baseia apenas no relato de pais e/ou cuidadores, especialmente quando há pressão social para a extinção do tabagismo. Neste sentido, a dosagem da cotinina, maior metabólito da nicotina, tem sido usada como marcador do tabagismo. A saliva tem como vantagem a comodidade e facilidade de obtenção da amostra. O objetivo desta pesquisa é avaliar, em quinhentos pacientes de até dezoito anos de idade, se existe aumento na incidência de complicações respiratórias nos consideradas fumantes passivos quando submetidas à anestesia geral em relação aos não expostos frequentemente à fumaça do cigarro. A definição de fumante passivo se dará através da dosagem da cotina salivar. (AU)

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