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Influência do Diabete melito na continência urinária, sexualidade e qualidade de vida em uma amostra de gestantes de Botucatu, São Paulo

Processo: 09/00264-2
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de agosto de 2009 - 31 de julho de 2011
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Fisioterapia e Terapia Ocupacional
Pesquisador responsável:Adriano Dias
Beneficiário:Adriano Dias
Instituição-sede: Faculdade de Medicina (FMB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Botucatu. Botucatu , SP, Brasil
Assunto(s):Obstetrícia  Diabetes gestacional  Diabetes mellitus tipo 2  Assoalho pélvico  Incontinência urinária  Sexualidade  Qualidade de vida  Força muscular 

Resumo

Introdução: O assoalho pélvico é um conjunto de partes moles que fecham a pelve, sendo formado por músculos, ligamentos e fáscias. A integridade da estrutura pode sofrer alterações nas diferentes fases da vida da mulher, particularmente na gestação e parto. A gestação e a via de parto são fatores de risco para alteração da força muscular do assoalho pélvico. A obesidade e o diabete tipo II estão relacionados com ocorrência de incontinência urinária entre as gestantes e o diabete se relaciona com alteração da força muscular e deterioração da função fisiológica, ou seja, demonstra-se potencial associação entre metabolismo glicêmico e função mecânica dos músculos. Apesar de a incontinência urinária ser complicação comum nas gestações complicadas por distúrbios hiperglicêmicos, esta relação ainda não está bem definida. A avaliação funcional e o acompanhamento das modificações que ocorrem na musculatura do assoalho pélvico durante a gestação possibilitarão melhor entendimento da relação assoalho pélvico-gestação e distúrbios hiperglicêmicos. Objetivos:Avaliar se há interferência do diabete melito gestacional e hiperglicemia leve na força muscular do assoalho pélvico analisado pela eletromiografia, perineometria e palpação digital. Avaliar se há associação entre a força muscular do assoalho pélvico das gestantes com diabete melito gestacional e hiperglicemia leve e a ocorrência de incontinência urinária e avaliar se o diabete melito gestacional e hiperglicemia gestacional associam-se ao nível de satisfação sexual das gestantes com distúrbios hiperglicêmicos gestacionais. Avaliar a qualidade de vida das gestantes incontinentes com e sem distúrbios hiperglicêmicos Método: Serão avaliadas, no mínimo, 132 gestantes que inicialmente serão estratificadas em dois grupos, sendo o grupo GN composto por 66 gestantes normoglicêmicas e o grupo GD composto por 66 gestantes com distúrbios hiperglicêmicos (DMG ou hiperglicemia leve), atendidas no Ambulatório de Pré-Natal do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu-FMB/UNESP. Os procedimentos deverão ocorrer em dois períodos gestacionais, entre a 24ª a 32ª e entre a 34ª a 38ª semanas gestacionais. Inicialmente, as gestantes irão responder a uma ficha de avaliação clínica e será feita a investigação para a ocorrência de incontinência urinária e, após estes procedimentos serão realizadas avaliações subjetivas e objetivas do assoalho pélvico, perineometria e a eletromiografia. As gestantes ainda responderão ao Pregnancy Sexual Response Inventory, que é um instrumento que avalia a sexualidade da mulher durante o período gestacional e o King's Health Questionnaire que avalia a qualidade de vida entre mulheres incontinentes. (AU)