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Efetividade de exercícios do assoalho pélvico durante a gestação como medida preventiva de incontinência urinária e da disfunção muscular do assoalho pélvico

Processo: 08/01149-0
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de setembro de 2008 - 31 de agosto de 2010
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Fisioterapia e Terapia Ocupacional
Convênio/Acordo: CNPq - PPSUS
Pesquisador responsável:Adriano Dias
Beneficiário:Adriano Dias
Instituição-sede: Faculdade de Medicina (FMB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Botucatu. Botucatu , SP, Brasil
Assunto(s):Incontinência urinária  Gravidez  Assoalho pélvico  Exercício físico 

Resumo

A incontinência urinária é definida pela International Continence Society como qualquer perda involuntária de urina. Na gestação, fatores hormonais e mecânicos favorecem a incidência de perdas urinárias, que podem persistir em 50% das mulheres após o parto. As ocorrências de perdas urinárias gestacionais podem ser prevenidas ou tratadas durante a gestação quando a gestante recebe acompanhamento fisioterapêutico. A gravidez e o parto têm sido amplamente discutidos como fatores de risco importantes a serem avaliados para proposições de tratamentos preventivos e curativos tanto para a Incontinência Urinária feminina bem como para disfunção muscular do assoalho pélvico. Os exercícios para o assoalho pélvico, orientado por fisioterapeutas especializados, podem prevenir, diminuir ou curar tanto a perda involuntária de urina quanto disfunção muscular do assoalho pélvico. Consideramos neste contexto que uma proposta de tratamento de baixo custo e fácil aplicabilidade faz-se necessário para abranger a população com uma proposta preventiva ou curativa para Incontinência Urinária e disfunção muscular do assoalho pélvico. O objetivo é verificar a efetividade de exercícios do assoalho pélvico durante a gestação sobre a musculatura do assoalho pélvico e continência urinária. Serão avaliadas 58 gestantes primigestas, entre 20 e 35 anos de idade, que nunca apresentaram episódios de perdas urinárias pré-gestacionais, e que assinarem o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. As gestantes serão divididas em 2 grupos: G-I: gestantes primigestas que receberão o manual de orientação fisioterapêutica, realizarão os exercícios supervisionados pelo fisioterapeuta, e preencherão a ficha de controle da realização dos exercícios e a ficha de perdas urinárias. E G-II: gestantes primigestas que não receberão o manual de orientação fisioterapêutica, não farão os exercícios supervisionados pelo fisioterapeuta, e apenas preencherão a ficha de controle de perdas urinárias. Acontecerão 6 encontros com cada participante ao longo da gestação sendo o 1º no período gestacional de 18 semanas, o 2º com 22 semanas, o 3º com 26 semanas, o 4º com 30 semanas, o 5º com 34 semanas e o 6º e último com 38 semanas gestacionais. No primeiro encontro, todas as participantes responderão um questionário inicial contendo dados gerais e dados específicos sobre a gestação, se houve perda de urina nos últimos 30 dias, e se essa perda urinária iniciou-se durante a gestação; e serão submetidas a avaliação do AP utilizando a Avaliação Funcional do Assoalho Pélvico, e também pelo perineômetro PerinaStim Portátil. Será ensinado às mulheres do G-I a contração perineal, e entregue um manual com exercícios de contração perineal em 4 posições, que deverão ser realizadas diariamente. Será orientada como anotar a freqüência na ficha de controle de realização dos exercícios e a ocorrência de IU no diário de perda urinária. Em todos os 6 encontros, as gestantes do G-I e G-II serão novamente avaliadas pelo AFA e perineômetro, e entregarão a ficha de controle de perdas urinárias devidamente preenchida. Apenas o grupo G-I irá também entregar a ficha de controle de realização dos exercícios, e realizará novamente a seqüência de exercícios do manual com a supervisão do fisioterapeuta. Serão verificadas em todos os encontros as anotações na ficha de controle de freqüência, que será posteriormente anexada a ficha de avaliação inicial da respectiva gestante. Esperamos que os exercícios do assoalho pélvico, realizados durante a gestação, apresentem efeitos benéficos sobre a musculatura do assoalho pélvico e continência urinária; que haja melhora na função muscular e que esta melhora diminua a ocorrência de incontinência urinária gestacional; que haja boa aceitação e bom entendimento do manual de orientação fisioterapêutica; e ainda que os resultados obtidos implementem a prática clínica e ampliem novas áreas de investigação, e que possa contribuir de forma expressiva na saúde da mulher. (AU)

Matéria(s) publicada(s) na Agência FAPESP sobre o auxílio:
Em dez anos, R$ 32 milhões em pesquisas para o SUS