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Desenvolvimento de métodos envolvendo: determinação isotópica de 10B (% em átomos de 10B) em amostras vegetais e em solos por espectrometria de massas (IRMS) e separação dos isótopos estáveis de B por troca iônica em sistema cascata.

Resumo

O boro é um elemento semi-metálico quase que exclusivamente sob a forma não dissociada de ácido bórico tornando-se um elemento extremamente móvel no solo e facilmente lixiviado. O interesse na determinação do boro vem aumentando recentemente, desde que é um elemento essencial para o metabolismo das plantas, animais e seres humanos. Em pesquisa na área agronômica a utilização do boro como traçador isotópico vem sendo avaliado para elucidar a dinâmica do elemento no sistema solo-planta. A determinação de boro em amostras de solo e planta será avaliada utilizando um sistema automatizado de análise em fluxo por multicomutação. A determinação da abundancia isotópica de B (% em átomos de 10B) será realizada por espectrometria de massas (IRMS), com fluxo molecular, a partir de geração de um gás apropriado. A implementação de um sistema de separação dos isótopos estáveis de B e produção de H10BO3 com elevado enriquecimento em 10B (50 a 90 % átomos de 10B) é uma das principais etapas a ser avaliada no projeto em apreço. Pode-se destacar a importância de estudos visando a diagnose adequada dos problemas relacionados ao boro, principalmente nas regiões onde se pratica agricultura intensiva e naquelas com um potencial agrícola já definido. Nesse sentido, compostos enriquecidos em 10B podem ser utilizados como traçador na elucidação de parâmetros importantes com relação ao boro. Estudos para determinar as funções do boro nas plantas, bem como, sua translocação e absorção, podem ser realizados com o uso de traçadores isotópicos. Os traçadores mais utilizados são os isótopos estáveis 10B e 11B. Os radioisótopos de boro apresentam meia vida muito baixa e não são adequadas aos estudos agronômicos. A tecnologia de separação isotópica e produção de compostos enriquecidos não são repassadas pelos países desenvolvidos, devido a fatores econômicos ou até mesmo estratégicos. Deve-se destacar que o Laboratório de Isótopos Estáveis (LIE) do CENA/USP, desenvolve a mais de 35 anos métodos de separação e produção de compostos enriquecidos em isótopos estáveis. Recentemente o LIE estabeleceu método para emprego dos isótopos estáveis de Si e C (material enriquecido). O método de troca iônica em sistema cascata a partir de 2 ou 3 sistemas de colunas de resina, com diferentes diâmetros, é pioneiro e pesquisadores do LIE, juntamente com a USP e Fapesp são detentores de patente na área (sais de amônio com elevado enriquecimento em 15N). Deve-se ainda ressaltar o desenvolvimento de pesquisa de inovação tecnológica, gerando material e métodos não disponíveis no país e de grande interesse científico. (AU)