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Compostos fenólicos relacionados a resitência do cafeeiro ao bicho-mineiro (Leucoptera coffeella) e a ferrugem (Hemileia vastatrix)

Processo: 07/04669-1
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de dezembro de 2007 - 28 de fevereiro de 2009
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Agronomia - Fitotecnia
Pesquisador responsável:José Laércio Favarin
Beneficiário:José Laércio Favarin
Instituição-sede: Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ). Universidade de São Paulo (USP). Piracicaba , SP, Brasil
Assunto(s):Doenças de plantas  Cafeicultura  Bicho-mineiro  Ferrugem (doença de planta)  Ácido clorogênico 

Resumo

As plantas apresentam mecanismos que respondem de maneira diferente a um agente estressor, biótico ou abiótico, cuja natureza e intensidade da resposta variam com a idade, grau de adaptação e da atividade sazonal do vegetal (Oliveira, 2003). O ácido clorogênico está relacionado a resistência à pragas e doenças devido as suas propriedades antioxidantes e antibióticas (Matsuda et al., 2003). Poucos estudos foram desenvolvidos para verificar a resistência do cafeeiro ao bicho-mineiro (Leucoptera coffeella), à ferrugem (Hemileia vastatrix) e a outros patógenos envolvendo os ácidos clorogênicos como mecanismos de defesa bioquímica. O objetivo principal desse trabalho é identificar e quantificar os ácidos clorogênicos em folhas de Coffea arabica L., cultivar Obatã IAC 1669-20, Catuaí 4045-60, Coffea Racemosa e Coffea Stenophylla, durante as fases de frutificação (florescimento, fruto-“chumbinho”, expansão/granação, maturação e florescimento), com potencial para a resistência ao bicho-mineiro (L. coffeella) e a ferrugem (H. vastatrix). Os ácidos clorogênicos [ácido cafeoilquínico (3-CQA, 5-CQA, 4-CQA), ácido p-coumaroilquínico (3-pCoQA, 5-pCoQA, 4-pCoQA), ácido feruloilquínico (3-FQA, 5-FQA, 4-FQA), ácido dicafeoilquínico (3,4-diCQA, 3,5-diCQA, 4,5-diCQA)] serão identificados e quantificados em cromatografia líquida acoplada a espectometria de massa (LC-MSn) de acordo com a metodologia proposta por Clifford et al. (2003, 2005). O nível de ataque do bicho-mineiro e o nível de infestação da ferrugem em folhas de Coffea serão analisados em laboratório, durante as fases de frutificação, e relacionados com as concentrações do ácido clorogênico. A avaliacão da biologia do bicho-mineiro dar-se-á por meio da criação em dietas artificiais com adição de diferentes ácidos clorogênicos (CQA, FQA, pCoQA, diCQA). O efeito do ácido clorogênico sobre o desenvolvimento da ferrugem será avaliado em folhas de Coffea tratadas e infectadas pelo patógeno (H. vastatrix) a partir da contagem do número de pústula e do tamanho da lesão. (AU)