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Estratégias para veiculação do tamoxifeno para otimização da terapia do câncer de mama: nanopartículas poliméricas e sistemas micelares de longo tempo de circulação

Processo: 09/14573-7
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de junho de 2010 - 31 de maio de 2012
Área do conhecimento:Engenharias - Engenharia Biomédica - Bioengenharia
Pesquisador responsável:Juliana Maldonado Marchetti
Beneficiário:Juliana Maldonado Marchetti
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Assunto(s):Neoplasias mamárias  Tamoxifeno  Nanopartículas  Micelas 

Resumo

O câncer de mama constitui o segundo tipo de câncer mais freqüente no mundo e o mais comum entre as mulheres, representando uma das principais causas de morte. Desde 1971 o tamoxifeno vem sendo utilizado para o tratamento deste tipo de câncer e ainda hoje é o mais utilizado nos casos de tumores mamários que expressam receptores de estrógeno. Porém, seu efeito antiestrogênico não se restringe apenas ao sítio tumoral, o que resulta no surgimento de efeitos colaterais severos que podem deixar seqüelas. A preparação de sistemas de liberação baseados em nanotecnologia que permitam a veiculação de doses mais baixas e mais efetivas através do direcionamento do fármaco ao sítio de ação constitui uma estratégia para aumentar a segurança e a eficácia do tamoxifeno. Os sistemas nanoparticulados e micelares tendem a acumular-se preferencialmente nos tumores sólidos por transporte convectivo passivo, processo conhecido como extravasamento, devido à permeabilidade vascular aumentada destas regiões tumorais. Estes sistemas representam uma grande área em desenvolvimento, a qual tem recebido atenção de pesquisadores e indústrias de todo o mundo e investimentos crescentes nas últimas três décadas. Este projeto propõe a preparação, a caracterização morfológica e físico-química, bem como o estudo comparativo de nanopartículas de PLA peguilado (PLA-PEG) e PLA, e micelas de longo tempo de circulação DSPE e DSPE-PEG contendo tamoxifeno. A interação do fármaco/polímero também será avaliada. Serão realizados ainda estudos in vitro do tempo de degradação das nanopartículas e do perfil de liberação do tamoxifeno a partir das nanopartículas e dos sistemas micelares obtidos. (AU)