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Avaliação da Atividade Antiofídica do Extrato de Espécies de Plantas Medicinais Brasileiras in natura e in vitro: Isolamento e Caracterização Estrutural de Compostos Bioativos

Processo: 07/07785-2
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de outubro de 2008 - 30 de setembro de 2010
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Farmacologia - Etnofarmacologia
Pesquisador responsável:Andreimar Martins Soares
Beneficiário:Andreimar Martins Soares
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Assunto(s):Plantas medicinais 

Resumo

Cerca de 20.000 acidentes ofídicos ocorrem por ano no Brasil, e destes casos 0,4% chegam ao óbito. Muitos efeitos colaterais são atribuídos à soroterapia, uma vez que, são administrados anticorpos estranhos ao nosso organismo. Há ainda, a difícil neutralização da lesão tecidual local no envenenamento provocado por serpentes do gênero Bothrops sp. e Crotalus sp. Na busca por terapias alternativas complementares e mais econômicas recorre-se ao uso de plantas medicinais. A utilização de extratos vegetais é comum em locais onde o acesso à soroterapia se torna demorado ou quase impossível. A flora brasileira possui uma ampla variedade de plantas medicinais com potencial antiofídico. Muitas espécies da flora brasileira são pouco estudadas quanto à avaliação da eficácia e dos efeitos terapêuticos de extratos brutos vegetais e compostos isolados. Uma dessas plantas é a espécie Serjania erecta Radlk, conhecida popularmente como “retrato de teiú” e “cipó cinco folhas”, pertencente á família das Sapindaceas. Em estudo anterior foi realizada a detecção de metabólitos secundários de interesse farmacológico, como flavonóides e saponinas. Até hoje não foi realizado nenhum estudo avaliando o potencial antiofídico desta espécie vegetal. Outra espécie da mesma família, Sapindus saponaria L., comumente denominada saboneteira, morcegueira ou cassiteira é caracterizada como um complexo químico com diversas atividades e ações farmacológicas devido a presença de lipídeos, flavonóides e saponinas. Outra espécie vegetal é a Schizolobium parahyba, conhecida popularmente como guapuruvú; e umbela;, pertencente á família Caesalpinoideae e que é usada na forma de chá e infusão no tratamento de acidentes ofídicos. Desde o ponto de vista biotecnológico é interessante o uso de cultura de células vegetais para a obtenção de compostos biologicamente ativos, uma vez que essa produção independente de condições climáticas e ambientais. Até hoje não foi realizado nenhum estudo avaliando o potencial antiofídico destas espécies vegetais, bem como de seus compostos isolados. A obtenção de cultura de células vegetais destas espécies é algo inédito, assim como o estudo de seu potencial farmacológico. Neste estudo será realizado a avaliação da atividade inibitória dos extratos vegetais, das frações e dos compostos isolados de Serjania erecta (in natura e in vitro), Sapindus saponaria (in natura e in vitro) e Schizolobium parahyba (in natura) sobre os efeitos tóxicos e farmacológicos induzidos pelas peçonhas de serpentes do gênero Bothrops e Crotalus, além de proteínas isoladas, a fim de verificar seu potencial antiofídico. Também serão realizados estudos estruturais de interação molecular entre a toxina e seus inibidores através de técnicas experimentais de co-cristalização ou simulação molecular computacional. (AU)