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Análise da progressão da curvatura escoliótica em portadores de escoliose idiopática do adolescente

Processo: 07/58120-0
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de junho de 2008 - 31 de maio de 2010
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Fisioterapia e Terapia Ocupacional
Pesquisador responsável:Anamaria Siriani de Oliveira
Beneficiário:Anamaria Siriani de Oliveira
Instituição-sede: Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Assunto(s):Crescimento e desenvolvimento  Curvaturas da coluna vertebral  Escoliose  Adolescentes 

Resumo

A Escoliose Idiopática (EI), apresentada como uma das deformidades mais prevalentes da coluna é uma provável condição sistêmica de causa desconhecida, afetando a qualidade de vida e auto imagem desses pacientes. Há muito, tem sido afirmado que pacientes portadores de EI apresentam rápida progressão da deformidade durante os períodos de rápido crescimento, também denominados "períodos de estirão de crescimento", coincidindo com o início da adolescência. Uma boa manutenção da El nos pacientes com imaturidade esquelética, depende, em parte, de uma boa avaliação do crescimento potencial da coluna, pois a progressão da curvatura patológica é dirigida em grande parte pelo potencial crescimento da coluna. Assim, o crescimento das crianças com EI são observados, analisados e interpretados como fatores de progressão da curvatura. Sua relação com o sinal de Risster, idade do paciente, idade esquelética, valor da deformidade, porcentagem de crescimento e maturação óssea é considerada importante indicador do pico de velocidade de crescimento e predição de potencial futuro de crescimento. O objetivo desse estudo é analisar se existe uma relação, durante o período de estirão, entre a velocidade de crescimento, maturidade óssea e idade óssea com os períodos de progressão da EIA em adolescentes brasileiros e comparar com os adolescentes não escolióticos da mesma faixa etária.Para isso serão selecionados 40 voluntários, com idade entre 10 a 13 anos para as meninas e 12 a 15 anos para os meninos, divididos igualmente em dois grupos, CONTROLE e ESCOLIOSE. O Grupo CONTROLE será composto por 20 voluntários clinicamente saudáveis, sem diagnóstico clínico de desvios do alinhamento da coluna vertebral ou qualquer doença que interfira em seu crescimento normal, selecionados nas escolas públicas da cidade de Ribeirão Preto. O grupo ESCOLIOSE será composto por 20 pacientes com diagnóstico clínico de escoliose idiopática, com curvatura dupla ou simples e em qualquer localização na coluna vertebral, sem indicação cirúrgica durante a pesquisa, recrutados no Hospital das Clínicas da FMRP-USP. A curvatura escoliótica será acompanhada durante o período de 13 meses, dividido em quatro etapas, intervaladas entre si em 4 meses. Através de exames radiográficos de incidência póstero-anterior da coluna vertebral, a progressão da curvatura, velocidade de crescimento e sinal de Risser serão comparadas intragrupo e intergrupo. Todas as análises estatísticas serão realizadas através de teste estatístico apropriado, com nível de significância de 5% (p=0.05). O entendimento da história natural da EI do adolescente ainda permanece incompleto. Pesquisas que correlacionem a velocidade de crescimento da coluna poderiam ser utilizados na obtenção de dados que poderão subsidiar a avaliação, reabilitação fisioterapêutica e tratamento ortopédico de pacientes com EI. (AU)

Publicações científicas
(Referências obtidas automaticamente do Web of Science e do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores)
TANURE, MICHELLE C.; PINHEIRO, ALAN P.; OLIVEIRA, ANAMARIA S. Reliability assessment of Cobb angle measurements using manual and digital methods. SPINE JOURNAL, v. 10, n. 9, p. 769-774, SEP 2010. Citações Web of Science: 34.
PINHEIRO‚ A.P.; TANURE‚ M.C.; OLIVEIRA‚ A.S. Validity and reliability of a computer method to estimate vertebral axial rotation from digital radiographs. EUROPEAN SPINE JOURNAL, v. 19, n. 3, p. 415-420, 2010. Citações Web of Science: 6.

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