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Asma, rinite e alergia associadas à exposição a animais de laboratório: avaliação da prevalência, fatores de risco e da necessidade de profilaxia

Resumo

Indivíduos expostos a animais de laboratório possuem risco alto de desenvolver doenças respiratórias e alérgicas. A produção constante de proteínas eliminadas pela urina, secreções e descamação da pele de animais, que são encontradas em suspensão no ar ou depositadas nos materiais e equipamentos, torna os laboratórios e/ou biotérios ambiente propício para o desenvolvimento de alergias. Nos indivíduos expostos, a incidência de asma ocupacional tem variado de 2,0 a 3,5/100 pessoas por ano, e a de rinite ocupacional de 7,3 a 12,1/100 pessoas por ano. A prevenção das doenças respiratórias e alérgicas a animais de laboratório é realizada por medidas simples, como o uso de equipamentos de proteção individual. Até o momento, poucos estudos voltaram-se para programas de prevenção a essas doenças. Nosso objetivo é avaliar a necessidade de programas para prevenção de alergia, asma e rinite a animais de laboratório, pesquisando a prevalência e fatores de risco dessas doenças; pesquisando as medidas de profilaxia que são atualmente empregadas em biotérios e/ou laboratórios; avaliando a exposição a alérgenos de camundongo, rato e ácaro; e, constituir uma coorte para estudos longitudinais de indivíduos expostos a biotérios e/ou laboratórios de pesquisa com animais. Para isso, dois grupos de voluntários serão formados, um com indivíduos expostos a animais de laboratório (n = 263) e outro com indivíduos sem essa exposição (n = 263). Esses voluntários responderão a questionários específicos, farão espirometria, teste cutâneo de hipersensibilidade imediata por puntura e teste de broncoprovocação. Utilizaremos ensaio imunoenzimático (ELISA) para determinar os níveis de alérgenos de camundongo, rato e ácaro em amostras de poeira coletadas nos biotérios e/ou laboratórios. Análises univariadas e análise de regressão logística serão utilizadas para determinar se os grupos são significantemente diferentes e para definir fatores de risco. (AU)

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Publicações científicas
(Referências obtidas automaticamente do Web of Science e do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores)
CHRISTIAN S. SIMONETI; TIAGO S. B. NOCERA; ELCIO O. VIANNA. Exposição prolongada a animais de laboratório está associada ao aumento de casos de asma. Revista Brasileira de Saúde Ocupacional, v. 45, p. -, 2020.

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