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Biomembrana de látex natural da seringueira Hevea brasiliensis e oncostatina M na cicatrização de úlceras cutâneas em ratos diabéticos

Processo: 09/09355-0
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de agosto de 2009 - 31 de julho de 2011
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Pesquisador responsável:Marco Andrey Cipriani Frade
Beneficiário:Marco Andrey Cipriani Frade
Instituição-sede: Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Assunto(s):Dermatologia  Látex  Seringueira  Peroxidase  Diabetes mellitus tipo 1  Cicatrização  Diagnóstico por imagem  Hidroxiprolina 

Resumo

Várias são as doenças que interferem negativamente no processo de reparo tecidual (como o diabetes mellitus). Recentes trabalhos apontam a importância da proteína ONCOSTATIN M (OSM) por estimular a resposta mitogênica nos fibroblastos, células endoteliais e extravasamento de polimorfonucleares (PMN). Goren et al., 2006 evidenciaram uma relação entre a OSM e o infiltrado de PMN em úlceras recentes. Além disso, demonstraram a participação de uma leptina que melhorou a cicatrização de úlceras diabéticas crônicas e foi associada com a baixa quantidade de PMN e expressão da OSM na úlcera. Assim, este estudo forneceu evidências de que a expressão desregulada da OSM é relacionada à infiltração PMN na lesão e associada à dificuldade cicatricial das feridas em condições cronicamente inflamadas. Existe grande interesse em acelerar o processo de cicatrização principalmente em pacientes diabéticos e/ou imunodeprimidos com o intuito de evitar as complicações muito comuns com infecções. A Biomembrana de Látex Natural (BLN) da seringueira Hevea brasiliensis vem sendo estudada desde 1994. Mendonça, 2004 e Maurício, 2006 realizaram cromatografia de DEAE-celulose do látex e obtiveram 3 frações. A fração 1 foi incorporada em gel de carboximetil-celulose 4% em 3 concentrações diferentes: 0,01%, 0,1% e 1% e aplicou-as sobre as úlceras dérmicas em orelhas de coelhos. A concentração 0,01% foi a mais eficiente por estimular o fechamento da lesão em menor tempo. Na tentativa de buscar informações sobre o mecanismo de ação da BLN na cicatrização, Andrade, 2007 realizou a implantação subcutânea da BLN no dorso de camundongos C57BL/6, analisando o tecido neoformado acompanhado nos momentos pós cirúrgicos representativos das fases inflamatória e de formação tecidual, comparando-a com a membrana de látex desnaturado (LUVA cirúrgica), implante sintético (ePTFE) e após o trauma cirúrgico subcutâneo nos camundongos (SHAM). Utilizando-se de diferentes metodologias como análise de imagens pelo software ImageJ de cortes histológicos corados com HE, quanto ao infiltrado inflamatório, angiogênese e fibroplasia; e tricrômio de Gomori quanto à colagênese; imunohistoquímica para iNOS, IL-1², TGF-²1, VEGF; além das dosagens de IL-1² e TGF-²1 por ELISA e de mieloperoxidase (determinante da função neutrofílica). Foi constatado que a BLN atua significativamente na fase inflamatória da cicatrização, importante no recrutamento neutrofílico para o local, confirmado pela concentração de mieloperoxidase e IL-1². Este fato pareceu influenciar diretamente as fases subseqüentes do processo cicatricial, confirmado pela sua capacidade estimuladora de angiogênese, provavelmente não influenciada por VEGF, e pelo estímulo à fibroplasia independente de TGF-²1 e sem modificação na produção colagênica. Frade et al., 2004 utilizaram a BLN como curativo de úlceras diabéticas crônicas associadas a co-morbidades e complicações. Concluíram que a BLN atuou nas diferentes fases da cicatrização, removendo tecido necrótico (desbridamento), estimulando a proliferação e granulação tecidual e também a reepitelização, diferente dos achados de Frade, 2003 e Frade et al., 2005 em pacientes não diabéticos, onde não foi constatada clinicamente a reepitelização da úlcera. Isso torna importante o estudo do mecanismo de ação do látex na cicatrização de úlceras em animais diabéticos. Dessa forma, os achados da BLN como indutora da cicatrização através do estimulo da fase inflamatória (FRADE, 2003; ANDRADE, 2007), principalmente pelo aumento do fluxo neutrofílico na área em cicatrização; a eficácia da BLN na cicatrização das úlceras diabéticas (FRADE et al., 2004) aliados aos recentes trabalhos de Goren et al., 2006 sobre o papel da Oncostatin M associada também ao influxo de PMN em úlceras diabéticas; torna-se relevante o estudo das modificações teciduais e dos mecanismos de sinalização envolvidos na cicatrização das úlceras cutâneas tratadas com látex da seringueira Hevea brasiliensis em ratos diabéticos. (AU)

Publicações científicas
(Referências obtidas automaticamente do Web of Science e do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores)
MORETTI ANDRADE, THIAGO ANTONIO; MASSON-MEYERS, DANIELA SANTOS; CAETANO, GUILHERME FERREIRA; TERRA, VANIA APARECIDA; OVIDIO, PAULA PAYAO; JORDAO-JUNIOR, ALCEU AFONSO; CIPRIANI FRADE, MARCO ANDREY. Skin changes in streptozotocin-induced diabetic rats. Biochemical and Biophysical Research Communications, v. 490, n. 4, p. 1154-1161, SEP 2 2017. Citações Web of Science: 2.

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