| Processo: | 07/07315-6 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Regular |
| Data de Início da vigência: | 01 de agosto de 2008 |
| Data de Término da vigência: | 31 de julho de 2011 |
| Área do conhecimento: | Ciências da Saúde - Medicina - Saúde Materno-infantil |
| Pesquisador responsável: | Marisa Marcia Mussi |
| Beneficiário: | Marisa Marcia Mussi |
| Instituição Sede: | Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil |
| Município da Instituição Sede: | Ribeirão Preto |
| Assunto(s): | Infectologia Neonatologia Recém-nascido Recém-nascido prematuro Leite humano Citomegalovirus Anticorpos neutralizantes |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | citomegalovirus | Infecção perinatal | leite humano | prematuridade | recém-nascido | Infectologia Neonatal |
Resumo
Embora o leite humano traga inúmeras vantagens para a alimentação do recém-nascido pré-termo, principalmente àqueles de muito baixo peso, tem sido reconhecido que esta possa ser uma via de transmissão do CMV para essas crianças. A infecção por esse agente tem o potencial de causar doença, tal como hepatopatia, piora da função respiratória, neutropenia, trombocitopenia e deterioração do estado clínico -sindrome sepsis-like. A soropositividade para o CMV é alta em mulheres brasileiras de idade fértil. As estimativas indicam que 90 a 95% das gestantes já tenham sido infectadas por esse vírus. É conhecido que aproximadamente 98% das mulheres soropositivas excretam o CMV no leite. Essa excreção pode-se iniciar após o parto, sendo que é detectada na maioria das nutrizes e com altos títulos de virolactia em torno de 4 a 6 semanas pós-natais. É provável que resultados de estudos realizados em países desenvolvidos, com menores taxas de soroprevalência populacional, e que têm sugerido a necessidade de suspensão do uso do leite da própria mãe sem processamento prévio, não sejam aplicáveis à nossa realidade epidemiológica. Estudo feito por nosso grupo demonstrou que mesmo recém-nascidos de baixa idade gestacional recebem passivamente anticorpos neutralizantes em quantidades proporcionais aos níveis maternos. Considerando-se que mulheres brasileiras recebam reforços naturais devido à freqüente exposição e reinfecção pelo CMV, seus níveis de anticorpos disponíveis para a transferência placentária são elevados, sendo provável que a alimentação do prematuro com leite materno cru não traga prejuízos ao recém-nascido. Com este estudo visamos avaliar a freqüência e a relevância da infecção perinatal ou pós-natal precoce pelo CMV em recém-nascidos com idade gestacional inferior a 32 semanas gestacionais que receberam leite não pasteurizado de suas mães soropositivas para o CMV. Também, visa-se verificar a influência da DNAlactia e dos níveis de anticorpos neutralizantes dos RNs na ocorrência de infecção e no curso clínico e laboratorial das crianças infectadas. RNs com idade gestacional menor que 32 semanas serão avaliados a partir do início do leite materno cru e semanalmente durante toda a sua permanência hospitalar. A ocorrência de infecção pós-natal pelo CMV será investigada por pesquisa do DNA viral na saliva. Os portadores de infecção precoce pelo CMV serão comparados aos não infectados e aos RNs de mães soronegativas para o CMV. Entre os três grupos serão comparados o quadro clínico, os achados laboratoriais relativos aos efeitos da infecção pelo CMV em diferentes órgãos, a magnitude da exposição ao vírus através da DNAlactia e os níveis de anticorpos neutralizantes adquiridos passivamente.São as seguintes as hipóteses do estudo: 1)A infecção perinatal ou pós-natal precoce pelo CMV que ocorre em recém-nascidos prematuros brasileiros nascidos de mulheres soropositivas para esse vírus e assistidos em unidades de terapia intensiva neonatais tem pouco significado clínico durante o período de hospitalização, não justificando a substituição da oferta de leite materno cru por leite humano pasteurizado. 2)A ocorrência de infecção e doença por CMV durante a hospitalização de recém-nascidos pré-termo está associada à maior DNAlactia e/ou à menor concentração de anticorpos neutralizantes séricos passivamente adquiridos pelo recém-nascido e/ou à menor produção própria de anticorpos neutralizantes. (AU)
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