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Análise clínica e estrutural de processos de Osteocondrite Dissecante da articulação tíbio-társica de equinos

Processo: 07/58720-8
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de julho de 2008 - 30 de junho de 2010
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Medicina Veterinária - Clínica e Cirurgia Animal
Pesquisador responsável:Luis Cláudio Lopes Correia da Silva
Beneficiário:Luis Cláudio Lopes Correia da Silva
Instituição-sede: Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Glicosaminoglicanos  Osteocondrite dissecante  Artroscopia  Equinos 

Resumo

Nos eqüinos, a osteocondrite dissecante (OCD) é considerada um tipo de osteocondrose e é classificada como uma doença ortopédica do desenvolvimento,, surgindo em potros em fase de crescimento até um ano de idade, principalmente na' articulação tíbio-társica. Na maioria dos casos, o diagnóstico ocorre quando os sinais clínicos tornam-se evidentes durante o início da fase de treinamento ou quando o animal é submetido a exame radiográfico para comercialização. Estes animais são encaminhados aos centros de referência para retirada do fragmento osteocondral por meio de artroscopia, sem muitas vezes apresentarem sinais clínicos da enfermidade. Como os trabalhos encontrados na literatura estão focados em animais jovens que estão ainda na fase de desenvolvimento da doença, não se sabe se a maioria dos casos encaminhados para tratamento cirúrgico já apresenta estabilização do processo, o que provavelmente não indicaria a necessidade da remoção do fragmento, ou se ele se encontra ativo, mesmo que de forma silenciosa. Desta forma, o objetivo do presente trabalho é avaliar aspectos clínicos e estruturais da articulação tíbio-társica de eqüinos com idade superior a um ano de idade com ou sem sinais clínicos de OCD. Os eqüinos utilizados serão divididos em três grupos. No Grupo I serão utilizados seis eqüinos, com idade entre 2 e 5 anos, machos, clinicamente sadios, da mesma raça. Serão escolhidos os animais sem histórico de lesões ou alterações radiográficas na articulação tibiotársica, que não demonstram claudicação ao passo e ao trote, e que não respondam positivamente ao teste de flexão dos membros pélvicos. Os Grupos II e III serão formados por animais portadores de OCD na crista intermédia da tíbia, com idade superior a um ano, encaminhados para o Serviço de Cirurgia de Grandes Animais do Hospital Veterinário - FMVZ-USP para tratamento cirúrgico por meio de artroscopia, sendo que, o Grupo II compreenderá os animais com sinais clínicos de OCD e o Grupo III os animais portadores de OCD, sem manifestação de sinais clínicos da doença. Todos os animais serão submetidos a procedimento artroscópico na articulação tíbio-társica. Durante o procedimento, serão coletadas amostras de urina, líquido sinovial, membrana sinovial e fragmento osteocondral (somente dos animais do Grupo II e III) para posterior análise dos glicosaminoglicanos e proteína pligomérica da matriz cartilagínea (COMP) no fragmento osteocondral, líquido sinovial e urina; e estudo histológico, imuno-histoquímico e por imunofluorescência dos fragmentos osteocondrais e da membrana sinovial. (AU)