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Estudo da biocompatibilidade da quitosana associada ao alginato para reparacao de defeitos osteocondrais induzidos experimentalmente na troclea do talus de equinos.

Resumo

As desordens do sistema musculoesquelético dos eqüinos acarretam prejuízos três vezes maiores quando comparado a outros sistemas. Dentre essas afecções, os problemas articulares estão em primeiro lugar e causam as maiores perdas funcionais. Uma variedade de biomateriais, naturais e sintéticos, biodegradáveis e não-biodegradáveis, tem sido estudadas como potenciais substâncias carreadoras de células e fármacos para reparação da cartilagem. Para este estudo serão utilizados seis animais da espécie eqüina, com idade entre 2 e 5 anos, machos e fêmeas, clinicamente sadios. Os animais serão submetidos a exame físico, radiográfico e ultrassonográfico de ambas articulações tibiotarsometatársica e uma vez comprovada a integridade, será realizado defeito subcondral na tróclea lateral do talus, através de artroscopia. Um dos membros será escolhido aleatoriamente para receber no defeito, o implante de quitosana + aiginato e o contra-lateral servirá como controle. No período pós-operatório será realizado em diferentes momentos o exame físico, radiográfico e ultrassonográfico para acompanhamento da reparação da cartilagem articular. Serão colhidas amostras do líquido sinovial para realização do exame físico, contagem global e diferencial das células, dosagem da proteína total, dosagem da glicose, dosagem do ácido hialurônico, dosagem do sulfato de condroitina e determinação de PGE2. Amostras da cartilagem articular serão colhidas e analisadas antes e aos 180 dias da realização do defeito osteocondral para análise de proteoglicanos, colágeno tipo II, e caracterização morfológica. Os dados serão analisados segundo a normalidade pelo teste de Kolmogorov- Smirnov; em seguida será utilizado modelo de análise de variância para verificar o efeito de grupos e momentos. O contraste entre médias será feita pela d.m.s do teste de Tukey-Kramer a nível de 5% de probabilidade (SAMPAIO, 1998) para o processamento dos dados. (AU)