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Avaliação do potencial da monensina sódica em predispor o acúmulo hepático de cobre em ovinos

Resumo

A ovinocultura tem se expandido nesta última década nas regiões Sul, Sudeste e Nordeste do Brasil. Muitos criadores têm melhorado o sistema de criação introduzindo novas raças e técnicas de alimentação para intensificar a produção de cordeiros para o abate. Esta prática leva ao aparecimento de várias enfermidades, sendo uma delas a intoxicação por cobre, decorrente da acumulação deste elemento no organismo ao longo do tempo, principalmente no fígado, que é seu principal órgão-estoque. A frequência da intoxicação cúprica em ovinos no Brasil é alta, e vem aumentando nas últimas duas décadas devido à intensificação no manejo pelos ovinocultores. A intoxicação cúprica acumulativa (ICA) é considerada a 2a principal causa de mortes em ovinos no Rio Grande do Sul com 15,5% dos casos. Geralmente os prejuízos econômicos são grandes, pois a maioria dos animais acometida de ICA é de alto valor e com grande potencial zootécnico. A intensificação do sistema de criação também trouxe para a ovinocultura a utilização de ionóforos. O uso de ionóforos na ração previne a coccidiose, além de modificar também a flora ruminal, melhorando o ganho de peso e a conversão alimentar. A monensina e lasalocida são os ionóforos mais utilizados. Estudos realizados em bovinos e ovinos mostraram um aumento na concentração sérica e hepática de cobre em animais suplementados com monensina sódica. Esta elevação na retenção de cobre pelo organismo em ovinos é de extrema relevância na hora de decidir ou não pela utilização de ionóforos como aditivo alimentar em ovinos, pois nesta espécie o limiar tóxico do cobre é muito baixo. Recentemente foi lançado no mercado brasileiro um sal mineral destinado a ovinos que contém em sua formulação 1300 ppm de monensina sódica. Este projeto visa verificar a influência da monensina sódica presente em um sal mineral fornecido a ovinos que recebem altos teores de cobre no acúmulo de cobre hepático e na probabilidade de ocorrência de ICA. Trinta e dois ovinos distribuídos em 4 grupos distintos receberão dietas diferenciadas quanto a presença ou não de monensina sódica e suplementação adicional ou não de cobre dietético durante um período de 90 dias, comparando o metabolismo do cobre, em especial quanto a sua concentração nos estoques hepáticos, e o quadro clínico-laboratorial entre os diferentes grupos. Serão determinados os teores sanguíneos e/ou séricos de cobre, zinco, uréia, creatinina, e atividades de CK, GLDH, GGT e de AST; cobre e zinco hepático, bem como serão realizados ensaios de retenção aparente de cobre no início, meio e final do período experimental. (AU)