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Avaliação e tratamento de complicações pulmonares em cães com sepse grave submetidos a tratamento intensivo

Processo: 09/52698-6
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de março de 2010 - 28 de fevereiro de 2011
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Medicina Veterinária
Pesquisador responsável:Silvia Renata Gaido Cortopassi
Beneficiário:Silvia Renata Gaido Cortopassi
Instituição-sede: Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Anestesiologia  Insuficiência respiratória 

Resumo

O avanço da medicina veterinária vem ocasionando um aumento no número de atendimento de animais sujeitos a uma terapia intensiva. Dentre esses animais encontram-se aqueles que desenvolveram, por exemplo, um quadro de sepse grave. Tal enfermidade é definida como uma síndrome clínica resultante da invasão de microorganismos e/ou suas toxinas na circulação sangüínea associada a uma resposta inflamatória sistêmica (SIRS) e, concomitantemente, a uma ou mais disfunções orgânicas, como: distúrbios de coagulação; trombocitopenia; alteração do estado mental; falências cardíaca, hepática e renal; hipoperfusão com acidose láctica; lesão pulmonar aguda (LPA), síndrome do desconforto respiratório agudo (SDRA). A LPA e SDRA são alterações semelhantes entre si, sendo resultante de uma intensa resposta inflamatória, secundária a alterações pulmonares e/ou sistêmicas, e que conduzem a um quadro de hipoxêmia e alteração da mecânica pulmonar. Conseqüentemente, os animais acometidos manifestam progressiva hipoxêmia, taquicardia, taquipnéia, desconforto respiratório agudo e cianose. Apesar de semelhantes, a SDRA é um processo patofisiológico de maior gravidade clínica quando comparada a LPA. A principal diferença entre essas manifestações é o grau de hipoxêmia, o qual é definido pela razão entre pressão parcial arterial de oxigênio (PaO2) e a fração inspirada de oxigênio (FiO2). Por definição a razão entre PaO2 / FiO2 deve ser, respectivamente, = 300 ou = 200 para pacientes com LPA ou SDRA. A síndrome do desconforto respiratório agudo é uma condição clínica de insuficiência respiratória aguda grave, decorrente da quebra da barreira representada pela membrana alvéolo-capilar, o que determina o influxo de um edema rico em proteínas para dentro dos espaços alveolares. Ao mesmo tempo, a lesão do epitélio alveolar reduz a produção de surfactante e o próprio edema contribui para a inativação de parte dessa lipoproteína que ainda é sintetizada. A redução do surfactante favorece o colapso alveolar que, associado ao edema, determina importante prejuízo nas trocas gasosas e na mecânica pulmonar, podendo conduzir ao quadro de óbito caso não ocorra estratégias de controle, inclusive com o uso de ventilação mecânica. (AU)