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Investigação de endofenótipos e fatores prognósticos em psicoses de primeiro episódio: estudo longitudinal envolvendo aspectos clínicos, neuropsicologia, genética, neuroquímica e neuroimagem

Processo: 09/11349-9
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de janeiro de 2010 - 31 de dezembro de 2012
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Psiquiatria
Pesquisador responsável:Paulo Clemente Sallet
Beneficiário:Paulo Clemente Sallet
Instituição-sede: Faculdade de Medicina (FM). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Neuropsicologia  Psicopatologia  Transtornos psicóticos  Esquizofrenia  Exame neurológico  Biomarcadores 

Resumo

Estudos longitudinais de neuroimagem sugerem que as alterações morfométricas observadas em esquizofrenia apresentem maior progressão nos primeiros anos após o surgimento da sintomatologia psicótica. Embora a progressiva redução de parênquima cerebral tenha sido associada com pior prognóstico, os correlatos clínicos (envolvendo neurocognição, resposta ao tratamento e evolução da doença) e as bases genéticas e neuroquímicas dessas alterações são atualmente objeto de controvérsia. O presente estudo pretende investigar simultaneamente as alterações neuroananatômicas e cognitivas ao longo de um período de dois anos de evolução em um grupo de 50 pacientes esquizofrênicos de primeiro episódio, comparando-as a um grupo controle de 50 voluntários saudáveis. Sujeitos serão investigados por meio de MRI estrutural e DTI (Diffusion Tensor Imaging) no baseline e após intervalo de 2 anos. A evolução clínica será investigada por meio de testes neurocognitivos, escalas psicopatológicas e parâmetros de resposta terapêutica. Achados iniciais e finais serão comparados de forma a eliciar padrões de progressão das anormalidades clínicas e estruturais nesta fase da doença. Os achados clínicos (neurocognitivos, psicopatológicos e de resposta terapêutica) e de neuroimagem (MRI e DTI) serão investigados à luz de polimorfismos gênicos e de biomarcadores moleculares (PLA2, GSK3). Adicionalmente, por meio de análises multivariadas procuraremos identificar endofenótipos clínicos, estruturais e genéticos, aspecto de relevância na identificação de subgrupos neurobiológicos mais homogêneos, no diagnóstico, prognóstico e orientação de terapias mais específicas. (AU)