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Imunorregulação na hanseníase: avaliação da ativação celular de pacientes através da análise de moléculas co-estimulatórias e expressão de Stats e correlação com a produção de citocinas na resposta imune ao Mycobacterium leprae

Processo: 08/58281-7
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de março de 2009 - 29 de fevereiro de 2012
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Pesquisador responsável:Gil Benard
Beneficiário:Gil Benard
Instituição-sede: Faculdade de Medicina (FM). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Hanseníase  Mycobacterium leprae  Linfócitos T  Citocinas  Apoptose  Imunorregulação 

Resumo

A hanseníase é uma infecção granulomatosa crônica de nervos e pele causada pelo Mycobacterium leprae, que se manifesta por um quadro polimorfo, pode apresentar surto de agudização e gerar incapacidades quando diagnosticada nas formas avançadas. Com o objetivo de esclarecer melhor o papel de algumas citocinas de padrão Th1 e Th2 na imunopatogenia da hanseniase, será importante estudarmos proteínas envolvidas na tradução e transcrição dessas citocinas (STATs). Além do importante papel desempenhado pelas citocinas na regulação da resposta imune, é importante salientar as várias moléculas presentes na superfície da célula apresentadora de antígeno interagindo com correceptores da célula T, podendo favorecer ou inibir a ativação celular. O grupo de moléculas co-estimulatórias CD28, CTLA4, ICOS e PD-1 expressas preferencialmente em células T com seus respectivos ligantes ICOSL, PDL-1 e PDL-2, CD80 ou CD86 nas células apresentadoras de antigeno, acarreta um potente sinal coestimulatório para ativação de células T que resulta na indução de produção de várias citocinas, entre elas IL-2, IL-10, TNF e IFN-gama, e na expressão do CD25 dando inicio à ativação do ciclo celular. Outro mecanismo que provavelmente pode estar envolvido na imunomodulação celular de pacientes com hanseníase é a morte celular por apoptose de linfócitos, que estão bem determinados como a morte induzida por ativação celular e a morte por deprivação de citocinas onde a proliferação per se origina células apoptóticas. Tendo em vista que a hanseniase é um dos exemplos mais ilustrativos da complexidade da interação hospedeiro-parasita, será importante a avaliação do papel destes fatores na resposta imune in situ, por meio de estudo imunohostoquímico de biópsias de lesões de pacientes, e por meio da avaliação in vitro de células dos pacientes estimuladas com antígeno de M. leprae, comparativamente aos indivíduos expostos, porém sem doença. (AU)