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Avaliacao do impacto da suplementacao de glutationa nos resultados do transplante de ilhotas pancreaticas em ratos isogenicos

Resumo

As complicações relacionadas ao diabetes mellitus estão intimamente ligadas à hiperglicemia crônica. Nos pacientes que evoluem com insulinopenia acentuada, a única alternativa concreta de retomada da secreção endógena de insulina é a reposição de células beta através do transplante de pâncreas e, mais recentemente, do transplante de ilhotas pancreáticas. Pela morbidade associada ao transplante de pâncreas isolado, o transplante de ilhotas pancreáticas surge como uma alternativa terapêutica. Apesar dos recentes progressos associados ao protocolo de Edmonton, os resultados do transplante de ilhotas ainda deixam a desejar, com apenas 10% dos pacientes alcançado independência de insulina após 5 anos de seguimento, embora uma porcentagem significativa apresente melhora do controle glicêmico associado à secreção residual de peptídeo C pelo enxerto. O processo de isolamento, a destruição da micro-arquitetura pancreática, a perda de ilhotas relacionada ao local do enxerto, à alorejeição e à auto-imunidade afetam de forma negativa o resultado do transplante. A célula beta é particularmente susceptível ao estresse oxidativo e a apoptose, que parecem ser a via final comum de diversas agressões sofridas pela ilhota ao longo do processo de isolamento e após o transplante. Neste contexto hostil, o aumento da capacidade antioxidante pode ser uma alternativa para a preservação da capacidade funcional das ilhotas. O objetivo deste projeto é avaliar o impacto da suplementação parenteral de glutationa, o mais abundante antioxidante endógeno, no transplante de ilhotas pancreáticas em ratos isogênicos. (AU)