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Pode uma superfície de implante biomimética melhorar a capacidade óssea de "jumping gap"?

Processo: 09/14634-6
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de fevereiro de 2010 - 31 de janeiro de 2012
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Odontologia - Periodontia
Pesquisador responsável:Arthur Belem Novaes Junior
Beneficiário:Arthur Belem Novaes Junior
Instituição-sede: Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto (FORP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Assunto(s):Implantes dentários  Ósseointegração  Histomorfometria óssea  Remodelação óssea 

Resumo

A habilidade de um defeito ao redor de um implante imediato regenerar sem a associação de nenhum biomaterial tem sido definida como "jumping gap". A distância entre as paredes ósseas e o implante possui uma importância crítica para osseointegração, especialmente quando técnicas de regeneração óssea guiada não são utilizadas. A pesquisa implantodológica tem se voltado para o desenvolvimento de superfícies bioativas capazes de mimetizar o ambiente tecidual ósseo e assim encorajar as respostas biológicas iniciais. O objetivo do presente estudo histomorfométrico em cães é investigar se uma superfície de implante nanocristalina de hidroxiapatita/tropocolágeno é capaz de melhorar a habilidade "jumping gap" do osso circundante aos implantes instalados em alvéolos frescos simulados. Serão utilizados 6 cães adultos jovens, machos, de raça não definida. Os animais serão sedados e serão aplicadas anestesias inalatórias com Isoflurano. Na primeira fase, serão realizadas cirurgias para extração do primeiro ao quarto pré-molares mandibulares de ambos os lados. Após o período de cicatrização de oito semanas, os rebordos alveolares de ambos os lados serão preparados para receber quatro implantes de 3.5 mm x 9.5 mm, tratados com a superfície microtexturizada "PLUS" (Xive-Dentsply Friadent, Mannhein, Germany). Metade dos implantes terá um revestimento de hidroxiapatita/tropocolágeno (superfície teste). Todos estes implantes serão instalados 1.5 mm subcrestalmente e ficarão submersos. Entretanto, para simular diferentes alvéolos frescos pós-exodontia, brocas serão utilizadas para alargar as áreas marginais do leito receptor perfurado para instalação dos implantes. Três brocas diferentes poderão ser utilizadas com o intuito de criar três defeitos circunferenciais diferentes de largura de 1.0, 1.5 ou 2.0 mm e de 5 mm de comprimento a partir da crista óssea. Cada lado receberá os implantes de diferentes superfícies (teste ou controle). Em cada hemi-arco, 4 implantes serão instalados nas seguintes posições: anterior - sem defeito, medioanterior - defeito de 1mm, mediodistal - defeito de 1.5mm e distal - defeito de 2 mm. Durante o período de cicatrização os cães receberão marcadores ósseos fluorescentes diferentes, para determinar a dinâmica da formação óssea, com 1, 2 4 e 8 semanas, quando acontecerá o sacrifício dos animais. As hemi-mandíbulas serão removidas, dissecadas e as peças serão fixadas, desidratadas, infiltradas e embebidas em metilmetacrilato. Após a produção das lâminas, secções histológicas longitudinais de cada implante serão capturadas e analisadas com o intuito de determinar a porcentagem de contato osso-implante e densidade óssea dentro e fora dos defeitos. A distância do topo do implante até o primeiro contato osso-implante também será determinada. Será realizada uma análise de microscopia de fluorescência para verificar a dinâmica da formação e remodelação ósseas a partir da quantificação e da localização das áreas fluorescentes marcadas pelos diferentes fluorocromos. Os dados serão por fim submetidos a analise estatística, analisados e discutidos. (AU)