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Avaliação clínica do tratamento de recessões gengivais com o auxílio de microscópio operatório

Processo: 07/02461-4
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de fevereiro de 2008 - 31 de janeiro de 2009
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Odontologia - Periodontia
Pesquisador responsável:Marcio Fernando de Moraes Grisi
Beneficiário:Marcio Fernando de Moraes Grisi
Instituição-sede: Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto (FORP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Assunto(s):Microcirurgia 

Resumo

As recessões gengivais possuem uma alta prevalência na população mundial e podem gerar problemas estéticos, favorecer o aparecimento de cáries radiculares ou de hipersensibilidade dentinária e dificultar a remoção adequada da placa dentobacteriana. Diferentes técnicas de cirurgia plástica periodontal têm sido propostas para o recobrimento radicular, demonstrando, em geral, resultados satisfatórios e previsíveis. O sucesso destas técnicas depende de diversos fatores, como por exemplo, a manipulação delicada e precisa dos tecidos moles. No entanto, a busca pela precisão dos procedimentos pode ter como limite a acuidade visual do operador. Atualmente, esta limitação pode ser superada com a prática da microscopia operatória (microcirurgia) que favorece os procedimentos cirúrgicos em muitos aspectos. O auxílio do microscópio garante uma menor injúria tecidual, o que permite acelerar o processo cicatricial e proporcionar melhor resultado estético e conforto pós-operatório. A microcirurgia periodontal é ainda uma abordagem recente e as conclusões apresentadas na literatura são baseadas principalmente em relatos subjetivos de pacientes e observações clínicas. Estudos bem controlados são necessários a fim de se verificar as vantagens da microcirurgia sobre os procedimentos convencionais. Dentro deste contexto, o presente trabalho propõe-se a comparar a micro e a macrocirurgia no tratamento de recessões gengivais localizadas, mediante à realização da técnica de deslize coronal do retalho associado às proteínas derivadas da matriz do esmalte. Para tal, trinta pacientes adultos, não fumantes, apresentando recessões gengivais classe I ou II de Miller ≥ a 3 mm, serão selecionados. Os pacientes serão divididos aleatoriamente em dois grupos. O grupo controle (15 pacientes) será submetido à macrocirurgia convencional e o grupo teste (15 pacientes) à microcirurgia, na qual microscópio operatório e instrumentos microcirúrgicos serão utilizados. Medidas clínicas de profundidade de sondagem, nível de inserção clínica relativo, quantidade e espessura da mucosa ceratinizada, altura e largura da recessão gengival serão registradas previamente aos procedimentos cirúrgicos e após três, seis e doze meses de pós-operatório e posteriormente serão avaliadas estatisticamente pelo teste de Mann-Whitney e Wilcoxon. O resultado estético e o nível de desconforto pós-operatório serão também avaliados. (AU)