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Estudo da capacidade vetorial de Migonemyia migonei (França) e de Pintomyia fischeri (Pinto) (Diptera: Psychodidae) para Leishmania (Leishmania) infantum chagasi Cunha & Chagas e Leishmania (Viannia) braziliensis Vianna

Processo: 09/53414-1
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de janeiro de 2010 - 30 de junho de 2012
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Parasitologia - Entomologia e Malacologia de Parasitos e Vetores
Pesquisador responsável:Eunice Aparecida Bianchi Galati
Beneficiário:Eunice Aparecida Bianchi Galati
Instituição-sede: Faculdade de Saúde Pública (FSP). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Vetores de doenças  Leishmaniose  Leishmania infantum  Migonemyia migonei  Psychodidae 

Resumo

A leishmaniose visceral americana (LVA) no Estado de São Paulo (SP) vem acometendo populações caninas e humanas de vários centros urbanos e encontra-se em expansão. Novas áreas na região da Grande São Paulo têm sido identificadas com a infecção na população canina e felina, sem que a espécie vetora, Lutzomyia longipalpis, tenha sido encontrada. Diferentemente de outras áreas, onde a transmissão da LV se dá em ambiente urbano consolidado, na Grande São Paulo, ocorre em ambiente de transição urbano-rural. Neste existem matas nos quais os flebotomíneos antropofílicos, Pintomyia fischerí e Migonemyia migonei predominam e casos humanos de leíshmaniose tegumentar (LT) têm sido notificados. O projeto em pauta tem como objetivo investigar a capacidade vetorial dessas duas espécies de flebotomíneos para a transmissão do agente da LVA, Leishmania (L.) infantum chagasi e um dos agentes da LTA, L (Viannia) braziliensis, comparando-as com a de Lutzomyia longipalpis e de Nyssomyia intermedia, respectivamente, vetor desses agentes na América e na região Sudeste do Brasil. Os seguintes parâmetros serão identificados: densidade das espécies em relação aos hospedeiros (observação em campo) e infecção experimental pelos parasitas a partir da alimentação dos flebotomíneos em cães infectados e/ou hamsters, probabilidade diária de sobrevivência dos flebotomíneos, duração do ciclo gonotrófico, período de incubação extrínseca dos parasitas nos flebotomíneos, proporção de flebotomíneos infectantes e transmissão dos parasitas para hamsters (observações em laboratório). Espera-se com o estudo demonstrar a capacidade vetorial dessas duas espécies de flebotomíneos para esses agentes. Devido à ampla distribuição das espécies em SP, geralmente associada a matas e capoeiras, alertar à vigilância epidemiológica para o risco de transmissão da LVA nesses ambientes. (AU)

Matéria(s) publicada(s) na Agência FAPESP sobre o auxílio:
Pesquisadores da FSP-USP são homenageados com novas espécies de insetos 

Publicações científicas
(Referências obtidas automaticamente do Web of Science e do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores)
GALVIS-OVALLOS, FREDY; DA SILVA, MARIANA DANTAS; DA SILVA BISPO, GIULIA BALDACONI; DE OLIVEIRA, ALESSANDRA GUTIERREZ; GONCALVES NETO, JOSE RODRIGUEZ; MALAFRONTE, ROSELY DOS SANTOS; BIANCHI GALATI, EUNICE APARECIDA. Canine visceral leishmaniasis in the metropolitan area of Sao Paulo: Pintomyia fischeri as potential vector of Leishmania infantum. PARASITE, v. 24, JAN 30 2017. Citações Web of Science: 12.
DE SOUZA LEAL DINIZ, MORGANA MICHELE CAVALCANTI; OVALLOS, FREDY GALVIS; DE CASTRO GOMES, CLAUDIA MARIA; LAVITSCHKA, CECILIA DE OLIVEIRA; BIANCHI GALATI, EUNICE APARECIDA. Host-biting rate and susceptibility of some suspected vectors to Leishmania braziliensis. PARASITES & VECTORS, v. 7, MAR 31 2014. Citações Web of Science: 8.

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